Batalha de resenhas: The Great Gatsby e Faroeste Caboclo

Oi, pessoal!
Com tantas estreias interessantes no cinema, fica realmente difícil escrever só uma resenha por semana, portanto, hoje eu vou falar de dois filmes, aparentemente muito diferentes, mas com uma pequena semelhança entre si: os dois são adaptações.

 

montaji

 

 

Comecemos pelo filme baseado na música homônima de quase 10 minutos, interpretada pelo grupo Legião Urbana:

Faroeste Caboclo (2013)

“Não tinha medo o tal João de Santo Cristo/Era o que todos diziam quando ele se perdeu/Deixou pra trás todo o marasmo da fazenda/Só pra sentir no seu sangue o ódio que Jesus lhe deu” é com esses versos que a música Faroeste Caboclo, que detém uma verdadeira trama, com começo, meio e fim, começa. De fato, adaptar para o cinema uma canção que já nos conta o final do filme  não é uma tarefa fácil e o diretor René Sampaio que o diga.
Sucesso de bilheteria no país, o filme conta a história de João de Santo Cristo(Fabrício Boliveira) que sai do interior da Bahia e segue rumo à Brasília, lá ele se envolve com seu primo peruano Pablo (Cesar Troncoso), um traficante de drogas, e começa a fazer parte desse negócio. João também conhece a filha de um senador (Marcos Paulo), Maria Lúcia (Ísis Valverde)  a quem o baiano se refere como “uma baita de uma maconheira”, os dois acabam se envolvendo e tendo que lidar com preconceitos e inimigos de João.

Ironicamente, o filme possui uma trilha sonora um tanto fraca que, em seus ponto altos, remete à um rock semelhante àquele que a própria Legião fazia e umas poucas músicas do gênero faroeste americano.
Porém, o casal de protagonistas parece ter compreendido os papéis nos quais se encaixam, e as risadas e a atuação de Ísis parecem deixar o filme até mais agradável. Faroeste retrata um “sex, drugs and rock ‘n roll” nacional mas com um ritmo que beira o maçante, deixando aqueles que não são fãs de Legião, como eu, até entediados.
Entretanto, o filme merece alguns méritos por retratar a música como um gênero que tende para o policial, algo pouco produzido no Brasil, e pelas belas atuações de atores principais e coadjuvantes.

The Great Gatsby (O Grande Gatsby – 2013)

Extravagante. Essa é a palavra que define o filme estrelado por Leonardo DiCaprio, adaptado do romance homônimo do autor americano F. Scott Fitzgerald.
O filme é a terceira adaptação cinematográfica da obra que conta a história de Nick (Tobey Maguire), um comerciante que se torna vizinho do misterioso milionário Jay Gatsby (Leonardo DiCaprio) com quem desenvolve uma grande relação de amizade. Gatsby é apaixonado por Daisy (Carey Mulligan) com quem conviveu por muitos anos, mas que agora é casada com outro ricaço Tom Buchanan (Joel Edgerton). Gatsby fará de tudo para conquistar Daisy novamente, tuso se passando na loucura que foram os anos 1920 nos Estados Unidos.

A trilha sonora desse filme conta com nomes como Jay-Z, Beyoncé, Lana del Rey, Florence Welch, Jack White, entre outros, sendo, portanto, um estrondoso sucesso. A fotografia capta os mínimos detalhes dos figurinos e cenários e os amplia, enchendo os olhos do espectador que, se estiver assistindo o filme em 3D, pode até ficar um pouco tonto.
A atuação de Carey Milligan, porém, chega a ser caricata, dando-nos a impressão de uma menina mimada e indiferente a tudo e a todos e é uma pena que a atriz Elizabeth Debicki que faz a amiga de Daisy, Jordan Baker, não tenha mais espaço no filme, já que, nas cenas que aparece, toma toda a atenção para si.
Tobey Macguire impressionou e Leo DiCaprio encantou com seu jeito atrapalhado e seu charme misterioso.
Porém, um grande pecado de The Great Gatsby é o excesso,  Baz Luhrmann, diretor de Moulin Rouge, fez questão de enfeitar o filme, ao retratar as grandes festas que Gatsby realizava, por exemplo, para distrair o espectador de um enredo que não é tão belo quanto as tiaras de diamantes de Daisy.
O filme é um belo conjunto, mas deve ser apreciado com moderação, por assim dizer

E aí? Quem ganhou a primeira batalha das resenhas?
É isso, galera!
Fui!

 

 

 

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Um comentário sobre “Batalha de resenhas: The Great Gatsby e Faroeste Caboclo

  1. Mellory Ferraz Carrero disse:

    Concordo com a parte da personagem Jordan… A atriz fez uma interpretação incrível e roubou a cena, mesmo. Uma pena o romance dela com o Nick ter sido cortado da adaptação 😦
    Já quanto à parte do exagero, discordo. Achei deslumbrante e genial… O diretor transportou a crítica do livro para o filme, e isso foi simplesmente louvável.Se desse entonação à história permeada pela tragédia que a Daisy causou, a crítica disputaria espaço com a história. Para mim, melhor filme de 2013 até o momento. E melhor livro, também 🙂

    Adorei sua opinião!
    Um beijo,
    Mell Ferraz – blog http://croissantparisiense.blogspot.com.br/

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