#Resenha: Adeus às Armas – Ernest Hemingway

Oi gente, tudo bom? Esse bimestre minha professora passou dois livros para a gente ler e resenhar: São Bernardo do Graciliano Ramos (blé) e Adeus às Armas do Hemingway. Eu amei o Hemingway (confesso que li empolgada por causa de Meia Noite em Paris), e trouxe a resenha que eu fiz para a aula. No caso, fiz a resenha com meu amigo, Sergio Arenillas.

Até que a guerra nos separe

 Adeus às Armas, antes de uma história sobre a guerra e seus horrores é uma história de amor. Publicado em 1929 pode ser considerado autobiográfico, Ernest Hemingway seu autor, participou da Primeira Guerra Mundial, podendo assim trazer ainda mais a realidade dos campos para as linhas de sua obra.

O enredo se passa na Itália e na Suíça, no front italiano. Henry, um tenente americano, é responsável pelas ambulâncias italianas. Durante sua estadia na Itália conhece Catherine Barkley, uma jovem enfermeira inglesa. Após ser ferido em Turim, ele vai para Milão, onde sua paixão por Catherine é intensificada. O amor só se desenvolve, assim como a guerra, que permeia todos os acontecimentos do livro.

Em Romeu e Julieta, nem a rivalidade entre a família Montecchio e a Capuleto foram capaz de parar o intenso sentimento de ambos, que acaba por tomar um fim trágico. Em Adeus às Armas a mesma tragicidade pode ser vista atráves dos horrores da guerra que cada vez mais impoêm obstaculos no relacionamento do casal, cada vez mais precisando mostrar a vontade de estarem juntos.

As paisagens, os aspectos físicos dos personagens são deixados à imaginação de cada leitor. Longas porém descrições realistas e cheias de romance, como as usadas por Henry usa para se tratar de Catherine, fazem parte da narrativa, que por outro lado adota uma linguagem seca e direta ao mencionar a Grande Guerra. O amor dos dois é intenso, e ambos se entregam de corpo e alma, e são submissos um ao outro e ao sentimento mútuo.

Hemingway faz questão de sempre retomar a solidão dos oficiais. O desamparo, o horror e o medo que todos sentem são sempre descritos nas cenas da guerra – como na travessia da ponte. A linguagem é breve e pontual, dando a sensação da correria da guerra. O mundo enlouqueceu, e a última coisa que salva é um sentimento puro, como o amor de Henry e Catherine.

“Será que vale tudo por amor?”. Hemingway deixa essa pergunta no ar, depois de contar a história do que seria considerado “o mais belo romance da Primeira Guerra Mundial”. Indo do triste, ao cômico, o livro mostra a habilidade de Hemingway com as palavras.

hemningway

Nota: 5/5

Recomendo muito, pretendo ler O Velho e o Mar agora! Alguém ja leu? O que acharam?

Espero que tenham gostado, beijos, Cami.

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Um comentário sobre “#Resenha: Adeus às Armas – Ernest Hemingway

  1. juliano cesar de oliveira disse:

    Ótimo texto de resenha. Meus parabéns! Amei a maneira que vc usou para se expressar, me fez se interessar pelo livro….mas vc já leu o livro reverso… se trata de um livro arrebatador…ele coloca em cheque os maiores dogmas religiosos de todos os tempos…..e ainda inverte de forma brutal as teorias cientificas usando dilemas fantásticos; Além de revelar verdades sobre Jesus jamais mencionados na história…..acesse o link da livraria cultura…a capa do livro é linda ela traz o universo como tema.
    http://www.livrariacultura.com.br/scripts/resenha/resenha.asp?nitem=78725243

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