Um coquetel diferente – Perfil de Lucio Gregori

Oi gente, tudo bom? Manifestações, MPL – Movimento Passe Livre, Tarifa Zero tem sido assuntos recorrentes. E eu fiz um perfil do Lucio Gregori meu vovô, que é o pai do Tarifa Zero e foi Secretário de Transportes da cidade de São Paulo durante o governo Erundina. É, um post um pouco diferente hoje 🙂

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“Tarifa Zero e música é um coquetel que recomendo…” assim fala Lucio Gregori, 77, o pai do projeto Tarifa Zero. Mas antes ainda de ser um porta-voz do projeto, ele se formou em Engenharia Civil e foi Secretário de Serviços e Obras, na prefeitura de São Paulo, durante o governo da Erundina. E de algum modo, teve tempo para ser músico.

Quando trabalhava na Prefeitura, entre 1989 e 1993, Lucio percebeu que o transporte público também poderia ser pago indiretamente, como o lixo. Assim, permitiria uma forma mais distributivista do que a cobrada, e des-regularia a demanda. Sem pagamento, a demanda cresce, como em lugares que já usam o Tarifa Zero, como a Bélgica, que a demanda cresceu entre 60 e 1000%.

Seria criado um “Fundo Municipal de Transportes”, arrecadado da reforma tributária e de uma reforma do IPTU. O nome “Tarifa Zero” surgiu inesperadamente, em uma entrevista coletiva com Luiza Erundina. Lucio explicava que não se tratava de “ônibus de graça”, mas de ônibus “tarifa zero”. O nome combinou, e foi adotado. O projeto não foi votado na Câmara, e deixado de lado ao fim do governo, em 1993.

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E nos anos 2000, Lucio foi convidado pelo Movimento Passe Livre (MPL) para um debate no Sindicato dos Jornalistas de São Paulo. Esse foi o primeiro debate, de muitos outros e palestras, que Lucio vem realizando em Câmaras municipais, universidades e movimentos da área. O lugar em que mais atuou foi em Florianópolis, onde o MPL é muito forte, e a cidade tem história de problema com transporte público.

Hoje em dia, Lucio continua com debates e palestras, viajando pelo país, e dando entrevistas. “Parece que quanto mais passa o tempo, mais sou chamado a falar sobre a Tarifa Zero. Vai ver ela é “imortal”!” diz ele animado.

Em paralelo à Tarifa Zero, Lucio continuou com a música. Tudo começou quando ele ainda era criança, quando a mãe prometeu um “rádio de cabeceira” – equivalente a prometer um iPhone hoje – se ele voltasse a estudar piano. Ele voltou, e só aos 40 anos teve aula de música. Participu de um grupo chamado Três por Quatro, que tocava em São Paulo, e lançou um CD com Carlos Walker, “Fio da Canção”. A música funcionou como uma forma de escape em muitas ocasiões, principalmente na prefeitura.

Músico e “pai” do Tarifa Zero, Lucio é aposentado e mora hoje em Jundiaí, mas está sempre fora de casa para falar mais sobre o projeto. Afinal, como ele disse, talvez o Tarifa Zero seja “imortal”, assim como o seu criador.

Estão acompanhando tudo isso? O que estão achando?

Espero que tenham gostado (estava pensando em fazer mais posts assim, o que acham?), beijos, Cami

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