Diretores favoritos #2: David Lynch

Olá pessoas! Como vão?
Já faz um tempinho que eu não falo de um diretor por aqui, então ressuscitarei a seção falando de um que vem me chamando bastante a atenção.

David Lynch é um diretor, roteirista, produtor, artista visual, músico e ocasional ator norte-americano que inventou um jeito próprio de fazer cinema. 

Tanto em seus longa-metragens, quanto em seus curtas (a maioria está disponível no youtube), é fácil perceber uma temática surrealista que chega, em alguns casos, a ser perturbadora. Poucos são os longas do diretor que não possuem, pelo menos, um elemento bizarro que deixa o espectador angustiado.

A quanto mais obras de Lynch eu tenho acesso, mais eu percebo que é um diretor para poucos: alguns adoram os enredos mirabolantes de Lynch e o consideram um verdadeiro artista, e outros já desistem de seus filmes em menos de meia-hora.
Gosto de classificar Lynch como o diretor do “aparentemente” já que seus filmes sempre possuem um significado (muito) maior do que é mostrado na tela.
Então, apresentarei pra vocês alguns dos meus favoritos do diretor.

 Mulholland Drive (Cidade dos Sonhos) – 2001

Com muitos personagens, o filme conta a história de Rita (Laura Harring) que, após perder a memória em um acidente de carro, consegue chegar, muito machucada, até um condomínio em Hollywood. Porém, Rita acaba se escondendo no apartamento novo de Betty (Naomi Watts) que sonha em ser atriz. As duas tentam descobrir a identidade de Rita ao mesmo tempo que Betty participa de um teste para o novo filme do diretor Adam Kesher (Justin Theroux), que vive sendo ameaçado pelos seus superiores.
É um dos filmes mais simbolistas de Lynch, que lhe rendeu o prêmio de melhor diretor em Cannes e revelou a atriz Naomi Watts.

Lost Highway (Estrada Perdida) – 1997

Com uma atmosfera noir, o filme conta a história de Fred Madison (Bill Pullman), um saxofonista que vive com sua esposa Renee (Patricia Arquette). Além das constantes acusações de infidelidade que cercam a vida do casal, começam a aparecer fitas de vídeo na porta de sua casa, dando a entender que os dois estão sendo observados. De repente, Renee é assassinada e Fred é acusado de homicídio, indo parar na cadeia. A partir daí, a trama começa a ficar muito complexa, envolvendo uma troca de identidades e uma relação muito perigosa. Esse filme é considerado, pelos fãs do diretor, seu trabalho mais insano.

Rabbits – 2002

Esse filme é uma junção de 8 episódios de uma série criada por Lynch, que foi inicialmente publicada no site do diretor. Nela, temos uma família de três coelhos interpretados por Scott Coffey, Laura Elena Harring e Naomi Watts. O filme se passa em um único cômodo e é repleto de diálogos, aparentemente, sem sentido e de uma trilha sonora incessante.
O filme, que é considerado um tanto perturbador, lembra as sitcons americanas (como Senfield e Everybody Loves Raymond) e deixa margem para muitas interpretações.

Bônus: Vale a pena conferir outros dois filmes do diretor que fogem um pouco da estética surrealista: Veludo Azul, que retrata um crime ocorrido em uma pequena cidade, e Coração Selvagem, que rendeu a Lynch a Palma de Ouro em Cannes em 1990, tendo Nicolas Cage e Laura Dern no elenco.

É isso, galera!
Até semana que vem!

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