#Top10 Filmes – Julho

E aí, pessoas?

Posso dizer que selecionar os melhores filmes do meu mês de férias não foi uma tarefa fácil. Acabei vendo filmes muito interessantes, mas bem distintos entre si, por isso, o Top 10 a seguir é uma mera reunião dos filmes que mais me impressionaram, sem classificações, posições ou “estrelinhas”.
Lá vamos nós:

The Virgins Suicides (Virgens Suicidas – 1999) – Da diretora Sofia Coppola


Apesar da enorme pressão de ser filha de Francis Ford Coppola, o diretor da trilogia The Godfather, Sofia conseguiu fazer bonito em seu longa de estreia. O filme conta a história de cinco irmãs adolescentes que levam uma vida normal até que uma delas, com 13 anos, acaba se suicidando. Com isso, seus pais se tornam extremamente protetores e enclausuram suas quatro filhas em casa, sendo que elas estão em uma fase da vida onde algumas descobertas são inevitáveis. Um ótimo drama tendo Kirsten Dunst como protagonista, com seus 17 aninhos.

Detachment  (O Substituto – 2011) – Do diretor Tony Kaye

O diretor de American Story X resolveu fugir do clichê em seu mais recente longa, que tem como protagonista o premiado ator Adrien Brody.
Detachment conta a história de um professor substituto que possui um passado conturbado e um grande coração. Ele acaba por acolher uma jovem prostituta em sua casa, encantar uma aluna que sofre bullying e questionar o papel da educação na sociedade, tão ignorada atualmente. Inclusive, a tradução do título original do filme é “indiferença”.
Fica a dica para quem quiser ver um bom filme e se emocionar.


The Tree of Life ( A Árvore da Vida – 2011) – Do diretor Terrence Malick

Esse é um filme que lida com extremos: algumas pessoas o idolatram e outras simplesmente não suportam assisti-lo por mais de meia hora.
E, devo admitir, The Tree of Life está longe de possuir um roteiro medíocre. Algumas sinopses dessa internet afora não resumem nem um décimo do que é o longa ao dizerem que ele “narra a história de uma família do Texas, nos anos 50, cujo filho mais velho vive em uma crise existencial constante graças aos ensinamentos conflitantes dos pais”. É um filme para ser apreciado, como uma obra de arte, não é, de fato, puro entretenimento. Malick instiga o espectador do modo mais espiritual possível usando de diversas reflexões e de uma fotografia magnífica. Um filme para poucos, ou para aqueles que fizeram um esforcinho para chegar ao fim dos 139 minutos.
Vencedor da Palme d’Or em Cannes.

Four Rooms (Grande Hotel – 1995) – Dos diretores Robert Rodriguez, Alexandre Rockwell, Quentin Tarantino e Allison Anders


Não se espante com a quantidade de diretores! Essa comédia se passa em um hotel, na noite de ano-novo, cujos quartos guardam divertidas histórias. Tim Roth é Ted, o único funcionário disponível naquela noite e que, portanto, acaba participando de todos os segmentos do filme. Cada diretor ficou responsável por formular a história de um quarto do hotel e, tentando ser o mais imparcial possível, os quartos com as melhores e mais engraçadas histórias foram aqueles dirigidos por Robert Rodriguez, que conta com a ótima atuação de Antonio Banderas, e Quentin Tarantino, que tem o próprio diretor como protagonista. Atenção para Madonna, grande vencedora de 8 Framboesas de Ouro, com uma atuação tão pífia que chega a ser engraçada e para a ótima participação de Bruce Willis.

O Cheiro do Ralo (2006) – Do diretor Heitor Dhalia

O Cheiro do Ralo (2006) Poster

No meu coração também há espaço para (boas) produções nacionais. E eis aqui uma delas! Selton Mello é Lourenço, dono de uma loja de antiguidades e de uma vida completamente insossa, segundo ele. E a partir do momento em que o ralo do banheiro da sua loja começa a feder, ele decide chutar o balde e mudar sua vida. Abandona a mulher, começa a chantagear clientes e passa a ser fissurado pela bunda de uma garçonete. É um personagem desprezível, mas muito bem interpretado. Baseado no romance homônimo de  Lourenço Mutarelli.

Another Earth (A Outra Terra – 2011) – Do diretor Mike Cahill

Another Earth (2011) Poster

Vencedor do Special Jury Prize no Festival de Sundance, esse drama com pitadas de ficção científica é um ótimo exercício existencialista, já que conta a história da descoberta de um Planeta Terra 2, onde existe uma outra versão de todos os habitantes da Terra, com as mesmas características, personalidades e histórias de vida. Basicamente, os tão misteriosos ETs seriam nossas versões em realidades alternativas.
Aí é que entra Rhoda (Brit Marling) que, ao dirigir embriagada, bate em um carro e mata uma família, com exceção do pai, John (William Mapother). Ela é presa e, quatro anos depois, ganha o concurso para viajar até a Terra 2 enquanto se envolve cada vez mais com John, que não desconfia que ela seja a motorista que matou sua esposa e filho. Um longa melancólico, com um final aberto a muitas interpretações.

Changeling (A Troca – 2008) – Do diretor Clint Eastwood

Changeling (2008) Poster

Baseado em uma história real, o filme conta a história de Christine Collins (Angelina Jolie), cujo filho é sequestrado nos anos 1920, em Los Angeles. Depois de cinco meses de buscas, o departamento de polícia de LA entrega a Christine um menino alegando ser seu filho. Porém, a mãe solteira está convicta de que se trata de um engano da polícia e se recusa a acreditar que aquele é, de fato, seu filho Walter (Gattlin Griffith). Ela acaba por fazer declarações a imprensa de que ainda está buscando seu filho e a polícia, dotada de imenso poder na época, manda internar Christine em um hospício.
Um emocionante drama que rendeu uma indicação ao Oscar de Melhor Atriz para Angelina.

The Machinist (O Operário – 2004) – Do diretor Brad Anderson

The Machinist (2004) Poster

Prepare-se para ver um esqueleto como protagonista, ou melhor, prepare-se para ver Christian Bale no papel de Trevor Reznik, um operário que sofre de uma terrível insônia que o atormenta há um ano, e que começa a afetar sua sanidade mental. Esse filme é um dos melhores dramas psicológicos que já vi. Sua narrativa possui muitos flashbacks, literalmente flashes, e personagens bizarramente interessantes. Pode-se dizer que é um mind-blowing muito bem estruturado com atuações ótimas, inclusive a do próprio Bale que lhe rendeu a indicação ao prêmio de melhor ator no European Film Awards e (pasmem!) 28 quilos a menos.

The Prestige (O Grande Truque – 2006) – Do diretor Christhoper Nolan

The Prestige (2006) Poster

Dois anos depois de The Machinist, já temos Christian Bale recuperado para atuar nesse sensacional longa de Christopher Nolan. Robert Angier (Hugh Jackman) e Alfred Borden (Christian Bale) são dois mágicos rivais que sempre procuram truques inovadores para apresentarem em seus espetáculos. Porém, ambos querem apresentar o que é considerada a maior ilusão que já existiu, fazendo com que a disputa pelo tal truque se torne cada vez mais intensa. Quem acompanha o trabalho de Christopher Nolan sabe que o diretor gosta de confundir o espectador, que custa a adivinhar o que está por trás de um enredo tão instigante e, ainda assim, belíssimo. Destaque para Michael Caine que interpreta Cutter, um intermediário entre os dois mágicos. E, sem dúvidas, a principal pergunta do filme é: Are you watching closely? 

Oldeuboi (Oldboy – 2003) – Do diretor  Chan-wook Park

Oldboy (2003) Poster

Nem pense em torcer o nariz para esse masterpiece sul-coreano. Oldboy é um filme de mistério, drama, violência e vingança, quer dizer, a melhor e mais maldosa vingança que possa existir.
O filme conta a história de Dae-su, um homem que é aprisionado em um hotel por 15 anos sem nenhum motivo aparente e, quando libertado, ele jura vingança a esse sequestrador e deve achá-lo em 5 dias. Posso dizer que esse filme é um dos mais completos que já vi, as cenas de lutas são impecáveis, assim como as atuações e o desenrolar da trama que chegará a um final extremamente surpreendente.
Um remake de Oldboy, dirigido por Spike Lee, foi lançado esse ano. Eu ainda não assisti, mas dizem que Hollywood estragou o filme. Não sei se vou arriscar…

BÔNUS: Irréversible (Irreversível – 2002) – Do diretor Gaspar Noé

Irreversible (2002) Poster

Um filme que, seguramente, te dará náuseas. Seja pela câmera inquieta, pela trilha sonora perturbadora ou pela cena de estupro de 10 minutos. Irréversible conta, de trás para frente, a história de Marcus (Vincent Cassel) e Pierre (Albert Dupontel) que buscam o estuprador de Alex (Monica Bellucci) pelo submundo de Paris. A tal cena acontece em uma passagem subterrânea do metrô e é muito difícil de se assistir, assim como uma cena de violência que ocorre durante a busca, em uma boate gay.
Ficou curioso? Vá em frente, mas esteja preparado.

BÔNUS, OU QUASE, 2: Já está nas bancas a edição da revista Superinteressante que traz os 101 melhores filmes da história do cinema. Eu super recomendo!

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Por hoje é isso, galera!
Até a próxima! :3

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