O que é que a iraniana tem?

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Essa é pra você, Habitante curioso que quer entender o que é que rola na cabeça dos iranianos. Na HQ “Persépolis”, Marjane Satrapi é uma garotinha iraniana nada inocente, filha de pais politizados, leitora de “Marx para crianças” e com uma avó no mínimo diferente. Em preto e branco – e em francês –, ela vai narrando as reviravoltas de seu país que mesclam-se às da própria vida.

“Marji” começa explicando um pouco da origem do Irã – o título da graphic novel, “Persépolis”, era o nome da capital do império persa que antigamente dominava o local. De seu ponto de vista de criança, ela conta a revolução islâmica xiita em 1979, o incômodo de usar véu quando pequena, de não poder mais aprender francês e de ficar separada dos meninos; as revoltas dos pais, as manifestações e o medo da guerra contra o Iraque. Depois, com humor, passa a narrar as transgressões da adolescência – um batom, uma jaqueta ou um disco do Michael Jackson podiam ser motivo de prisão –, as festinhas proibidas, o machismo, até sua ida à França para estudar – onde se choca com a diferença cultural e acaba chegando ao fundo do fundo do fundo do fundo do poço. É muito tocante, também, a recuperação de Marjane através das artes gráficas.

“Persépolis” foi lançada em 2002, na França, em quatro volumes, mas hoje pode ser encontrada em um só, que tem relativamente poucas páginas (é lindo: capa cor de laranja com um desenho da Marjane de véu!) e pode ser lida bem rapidinho (até porque é impossível parar, juro). Ah! A HQ virou uma animação em 2007, de mesmo nome (Isa já comentou no posto sobre animações). Vale a pena e está todinho no Youtube:
http://www.youtube.com/watch?v=5Q_WXPXq-WM

Nota: 10/10
Meus três momentos favoritos:
1) A resposta do pai de Marjane, ao ouvir uma professora reclamar que a menina não queria usar o véu

2) Marjane adolescente enganando o regime e comprando “coisas ocidentais”

3) Os estudos do “corpo” feminino na faculdade de artes gráficas

É isso aí, espero que gostem!

PS.: Eu sei, eu sei. Eu menti. Era para ser uma resenha do “Kickass” MAS não me matem, queridos habitantes! A culpa é do Nico! Ele me passou arquivos em um formato .wtf e eu não pude abrir (ok, culpa minha, que deveria ter visto isso antes, te adoro, Nico)! Eu prometo que essa resenha está no forno, ok?

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