#Viagem parte 1: Cartoon Art Museum

Habitantes, sei que andei meio sumida. Bem, o que fazer? Eu estava em São Francisco! #chorainimigas Foi a droga do fuso, perdão. Para compensar, vou escrever uma série em três partes sobre a minha viagem! Espero que gostem. E estamos nos aproximando do Aeroporto Internacional de São Francisco. Queiram, por favor, apertar seus cintos e colocar suas cadeiras na posição vertical…

Assim que cheguei em São Francisco, percebi que tinha encontrado a minha cidade. Por todos os cantos, havia museus dos mais variados temas, de arte moderna à diáspora africana. Mas foi no número 655 da rua Mission, entre um restaurante chique e uma loja de pianos, que eu achei o Cartoon Art Museum: o museu dos quadrinhos. Ficava a duas quadras do meu hotel. Na fachada, só uma pequena placa  em forma de balão de fala diferenciava o museu do resto das lojas ao redor.

SONY DSC

Cartoon Art Museum: espremido, mas incrível

Era mesmo um museu pequeno. Na recepção, me instruíram a tirar fotos sem flash (não que eu fosse tirar; sei que desgasta a tinta), mas não me proibiram de fotografar. Gostei: isso queria dizer que, além de expor as peças, eles queriam incentivar a gente a aprender com o que estivesse exposto. Então, eu fotografei tudo para desenhar depois (e para mostrar pra vocês, claro)
O Cartoon Art Museum tem quatro salas bastante modestas. Eu não fazia ideia do que esperar. Aliás, pensei que só fosse encontrar quadrinhos locais e, talvez, algum original autografado. Em vez disso, a primeira sala era uma compilação de desenhos de ninguém mais ninguém menos que Will Eisner*. Havia páginas de suas graphic novels, roteiros a lápis, páginas semi-finalizadas, quadrinhos com notas do próprio Eisner. Toda a sua criatividade espalhava-se naquelas folhas de papel tão inovadoras para a época em que foram publicadas.

IMG_0071

Will Eisner é o pai das graphic novels!

IMG_0063

“To the heart of the storm”

IMG_0058

Tirinha em duas páginas do livro “Nova York”

Na sala seguinte, a exposição comemorava os 25 anos da HQ Sandman, de Neil Gaiman (DC). Eu sempre tinha ouvido falar desse título, mas nunca consegui ler. Procurei, mas na lojinha do museu não havia nenhum primeiro volume. “Esgotou em duas horas!”, me informou a gorda e simpática vendedora, com um forte sotaque texano. Fiquei louca, porque os desenhos expostos eram incríveis!

IMG_0093

Se um dia eu conseguir criar uma personagem assim, posso morrer feliz!

IMG_0077

Aqui dá pra ver as anotações de página!

A sala ao lado era uma exposição fixa e impressionante: a história dos quadrinhos. Era incrivelmente completa. Explorava as primeiras charges, lá dos jornais do início do século XIX, passando pelas primeiras tirinhas de jornal, até chegar nas duas Grandes Guerras e nos heróis que primeiro eram nacionalistas como o Superman e o Capitão América, e, no pós-guerra, se tornaram esquisitões como o Homem Aranha. A exposição seguia com as tirinhas “existenciais”, como Peanuts e Calvin and Hobbes, até chegar no experimentalismo de hoje. O que mais me impressionou foram os originais em A3, lindos, coloridos…

IMG_0119

Uma das primeiras “tirinhas” de jornal

IMG_0122

Yellow Kid, uma das primeiras personagens famosas de tirinhas de jornal. Era uma espécie de criança de rua com sotaque esquisito.

IMG_0129

O Gato Felix, de Otto Messmer/Pat Sullivan

IMG_0140

“Popeye”, de E. C. Segar

IMG_0143

A Mulher Maravilha original (reparem no cabelinho dos anos 50)

IMG_0114

“The Spirit”, de Will Eisner. Aqui, dá pra ver o guache branco corrigindo o casaco de Spirit (esq.)

IMG_0147

Capa original em transparência de “Spider-man” (ainda com hífen!)

IMG_0157

Desenho mais lindo de Calvin and Hobbes! Aquarela.

Infelizmente, não pude ver a última sala por falta de tempo… Mas conferi a lojinha. Claro, eu queria comprar tudo, mas o mais legal não eram os produtos foda maravilhosos meu deus quero tudo de la. O mais legal é que a loja era cheia de desenhos e autógrafos! Tinha coisa do Alan Moore, do Craig Thompson…

IMG_0160

Olha! É a Dodola, de “Habibi”! Tem até autógrafo do Graig Thompson (centro)

Comprei apenas um poster lindo e uma HQ do Will Eisner pra entrar no clima da exposição, chamada “the name of the game” (que eu resenharei em breve pra vocês!).

Euzinha no museu!

Euzinha no museu!

É isso, Habitantes. Fim da parte 1! E aí, deu vontade de conhecer o Cartoon Art Museum?

*Estou em processo de leitura da biografia do Will Eisner, tido como o pai da graphic novel. Vem resenha por aí…

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s