Diretores Favoritos #3: Darren Aronofsky

E aí, galera.
Sentiram falta das listinhas? Eu também! Por isso vou reviver esse meu hábito falando de um diretor de quem eu gosto muito e cujo reconhecimento só tem a crescer: Darren Aronofsky.

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Com apenas 5 longas no currículo, diversas indicações ao Oscar e um nome bastante complicado, Darren vem se mostrando um dos principais diretores dessa nova geração, mostrando um jeito próprio e bastante interessante de fazer cinema.
Seus filmes são carregados de questões psicológicas e de ambiguidades que deixam margem para muitas reflexões por parte do espectador. Darren também utiliza uma técnica conhecida como hip hop montage. Essa técnica mostra imagens ou ações mais com velocidade aumentada, acompanhada de efeitos sonoros, tentando simular alguma ação.
Esse americano de 44 anos estudou cinema em Harvard e lá produziu alguns curta-metragens não muito conhecidos, mas começou a criar o conceito de seu primeiro e perturbador longa:

– PI (1998)

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Esse longa é uma prova concreta de que cinema pode estar muito longe de ser um entretenimento agradável. PI conta a história de um matemático obcecado pelo número homônimo e infinito e acaba descobrindo um tipo de padrão em meio a tantos algarismos. E pior, esse padrão pode ser aplicado tanto em preços das bolsas de valores quanto no Torá, a bíblia judaica. Com isso, o matemático acaba atraindo contatos indesejáveis que querem arrancar todas as informações possíveis que ele possui sobre o fatídico número 3,14. 
O filme é em preto e branco e retrata uma tortura psicológica do matemático e do espectador, que deve ter nervos de aço para aguentar a atmosfera pesada do filme.
PI rendeu a Darren o prêmio de melhor diretor no Festival de Sundance, o que o incentivou a realizar novos trabalhos.

-Requiem for a Dream (2000)

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O segundo grande trabalho de Darren, e o primeiro a ter um grande reconhecimento, é Requiem for a Dream, um filme que retrata diferentes histórias de usuários de diferentes drogas. O filme é estrelado por Jared Leto, cuja personagem é viciada em heroína, e  possui uma das trilhas sonoras mais inquietas e emocionantes do cinema, na minha opinião.
O longa possui diversos cortes rápidos e cenas onde a tela se divide, mostrando duas situações diferentes no filme. Requiem foi uma adaptação de uma obra homônima escrita por Hubert Selby Jr e rendeu uma  indicação ao Oscar na categoria de Melhor Atriz para Ellen  Burstyn, que interpreta a mãe viciada em metanfetamina de Jared Leto.
Pra quem ficou curioso sobre a trilha sonora:

– The Fountain (2006)

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Esse talvez seja o longa mais complexo que Darren já dirigiu. Com Hugh Jackman no elenco, o filme conta três histórias que se situam em três períodos diferentes (na Espanha do século 16, nos tempos atuais e no século 26) e se entrelaçam por um ponto em comum: a busca de uma cura, de algo que dê uma plena realização espiritual.
É um filme com uma bela trilha sonora, efeitos visuais lindíssimos e uma profundidade grande que vai fritar os neurônios dos desavisados, mas de uma forma muito tocante.

– The Wrestler (2008)

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O filme conta a história de um solitário lutador que, após sofrer um infarto no ringue, é proibido de tornar a realizar atividades físicas sob o risco de morte. Convivendo com esse desgosto, a personagem de Mickey Rourke se divide entre passar tempo com uma prostituta e tentar retomar contato com a filha que abandonou no passado, porém, o surgimento de uma luta-revanche fará com que o lutador entre numa sinuca que mudará sua vida.
Esta é uma das atuações mais aclamadas de Mickey Rourke que lhe rendeu uma indicação ao Oscar de Melhor Ator  e de Melhor Atriz Coadjuvante para Marisa Tomei.
O filme possui uma fotografia escura, mas emociona pelas atuações e pelo roteiro.

– Black Swan (2010)

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Há bailarinas que gostem, e há as que não são muito fãs, mas é impossível negar: Black Swan é uma obra-prima, e das boas.
Ganhadora do Oscar de Melhor Atriz pelo filme, Natalie Portman é Nina, uma bailarina que consegue interpretar perfeitamente o frágil Cisne Branco, do ballet Lago dos Cisnes, porém, a interpretação do Cisne Negro de Nina deixa a desejar, fazendo com que a bailarina fique paranoica em busca da perfeição.
É um filme extremamente polarizado, que mostra a enorme mudança pela qual Nina passa e toda a atmosfera do ambiente competitivo que a circunda. O longa deixa margem para muitas interpretações e é constantemente usado em cursos de psicologia dada sua profundidade. Algumas cenas de Black Swan parecem ter saído de um pesadelo do qual você não vê a hora de acordar.
Quem não se lembra dos arranhões nas costas da bailarina?

E vem mais Darren por aí! Em 2014 estreia Noah, uma adaptação da história bíblica de Noé, com direito a arca, animais e Emma Watson!
Aqui está o trailer:

Esse foi o post da semana!
Até mais, habitantes :3

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