#Resenha O Mágico de Oz

O Mágico de Oz por L. Frank Baum
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Editora: Zahar
ISBN: 978-85-378-1134-4
Páginas: 252
“Sucesso imediato junto aos leitores logo após sua publicação, O Mágico de Oz tornou-se a mais famosa história infantil da literatura americana. Adaptada para o cinema e o teatro, cantada, citada, traduzida para inúmeros idiomas, a trama enganadoramente simples do livro é capaz de surpreender mesmo quem lê repetidas vezes.”

A música sempre foi muito presente na minha vida, meus pais me influenciaram e ainda influenciam muito nisso. Comecei a fazer aula de canto com 8 quase 9 anos e uma das primeiras músicas que cantei foi uma das mais clássicas de todos os tempos: Somewhere over the rainbow. Não existe uma pessoa que vive nessa terra que não conhece essa música, e se existir…….Bom, pra quem não sabe, essa e muitas outras fazem parte de um dos maiores musicais de todos os tempos: O Mágico de Oz.

Apesar de saber o filme de cabeça eu nunca tinha lido o livro e foi quando eu descobri essa edição da Editora Zahar que eu decidi dar uma chance para uma das minhas histórias preferidas. Ela, além de conter o texto integral reúne também ilustrações originais de W.W. Denslow, pranchas coloridas, notas que nos ajudam muito durante a leitura, o retrato da vida e das obras de Baum escrito por Martin Gardner E um prefácio simplesmente fantástico de Gustavo Franco.

No prefácio, Gustavo Franco começa com uma análise muito interessante sobre a suspeita de que Oz era um estado socialista, lembrando que o livro foi publicado em 1900, assim ele defende a ideia de que o livro é uma “alegoria para a saga populista nos Estados Unidos do final do século XIX” e para sustentar isso ele nos mostra o que cada personagem representa:

• Dorothy: representaria a “Miss Everyone” (Senhorita Todo Mundo, tradução literária), o alter ego do leitor americano: honesta, de bom coração e corajosa;
• Bruxa Má do Leste: seria Grover Cleveland, morto politicamente;
• Bruxa Boa do Norte: os apoios do Partido Democrata;
• Povo de Munchkings: seriam as pessoas comuns sacrificadas pela insistência em se manter o padrão-ouro;
• Espantalho: bem-intencionados fazendeiros mal sucedidos;
• Lenhador de Lata: trabalhador urbano;
• Leão Covarde: Willian Jennigns Bryan, político conhecido por sem covarde.

Junto dessas ele faz várias outras “comparações” e eu achei muito legal ter antes do texto integral essas informações porque assim eu li a história com os olhos bem abertos, percebendo e entendendo entrelinhas.
A história eu acho que todo mundo já conhece: Dorothy, uma menina de Kansas é levada por um ciclone, junto com seu cachorro Totó, à uma terra “over the rainbow”: A Terra de Oz. Lá, ela conhece vários povos diferentes, animais falantes e bruxas, bruxas boas e ruins. O único objetivo da menina é voltar para casa mas para isso ela vai precisar da ajuda de muitas pessoas. Enquanto caminha na estrada de tijolos amarelos ela conhece seus três amigos: O Espantalho, seu único desejo é ter um cérebro para poder ser como os homens de carne e osso e decide se juntas a Dorothy e Totó até a Cidade das Esmeraldas para pedir ao grande e terrível Oz um (“That’s the trouble. I can’t make up my mind. I haven’t got a brain, only straw”). No caminho, conhecem o Lenhador de Latas, homem que sofreu por amores, e agora, sem coração decide ter um para voltar a amar. Ele, assim como o Espantalho, decide se juntar a garota e ao cachorrinho (“I could stay young and chipper, and I’d lock it with a zíper, If I only had a heart”). Quando chegam na floresta são surpreendidos por um Leão, por sorte ele era um animal covarde e decide acompanhar o grupo para pedir coragem (“What have they got that I ain’t got? All four: courage!”). E é com muita diversão, aventura e companheirismo que eles vão atrás dos sonhos.

Eles acabam descobrindo que o maravilho Mágico não é tão maravilhoso assim, ele é um bom homem, mas mau Mágico.

O Espantalho ganha um cérebro, apesar de ser claro que ele sempre teve inteligência, o Lenhador de Latas ganha um coração, apesar de ser o mais amável, o Leão recebe coragem, apesar de demonstrar ser o mais corajoso e Dorothy e Totó acabam voltando pra casa, mas para saber como você vai precisar ler o livro.

Uma nota que eu acho importante mencionar é que na adaptação cinematográfica da a entender que Dorothy havia sonhado tudo o que aconteceu como Alice no país das maravilhas, porém Baum descreveu Oz como um lugar real ao qual a mocinha volta nos livros seguintes da série.
Separei algumas fotos dessa edição pra vocês verem como ela é linda, além de ser capa dura.

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Impossível ler e não fazer marcações

Esse livro foi uma experiência muito boa, eu recomendo muito para todas as pessoas adultas ou crianças, é sempre bom ter um gostinho da nossa infância. Dou nota 10, pela história e pela edição.

Nota 10

Gostaria de agradecer a Editora Zahar em nome de toda a Equipe do Sétima Avenida por ter aceitado fechar parceria conosco, fiquei realizada quando recebi a resposta, então obrigada de coração mesmo. Aguardem porque em Janeiro tem resenha do novo clássico de bolsa da editora aqui no Sétima!

Se alguém se interessar separei o trailer o filme de 1939:

Espero que tenham gostado e Feliz Natal!

Renata Serapião

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