#PitacosMusicais: “Dookie”, do Green Day (1994)

Poucos de vocês devem saber, mas amanhã eu sopro velinhas e rumo aos meus 20 anos de preguiça e reclusão vida! E é com esse tema que o Pitacos vem essa semana! Senhoras e senhores, completando duas décadas de vida, este é Dookie, do Green Day!

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Capa de “Dookie”

 Lançado no dia 1 de Fevereiro de 1994, Dookie foi gravado e lançado sem muita expectativa, apesar de ser o primeiro disco da banda na Reprise, subsidiária da Warner Bros. Music. Entrando no espaço que Nirvana e Pearl Jam abriram para o undergroudDookie chegou a surpreendentes 16 milhões de cópias vendidas (uma para esse que vos escreve).

O álbum já abre chutando portas. “Burnout” é o clássico punk de três acordes e já mostra como será o clima do disco: guitarra frenética, bateria violenta e baixo relativamente alto e agressivo. A música abre muito bem um disco fantástico que colocou nas paradas uma das melhores bandas do chamado “pop-punk”.

“Having a Blast” segue essa risca. Com uma rápida batida, Billie Joe Armstrong canta sem parar com sua jovem e ainda inexperiente voz. Infelizmente, tanto esta quanto “Chump” não adicionam muito ao disco (mas nem por isso prejudicam a experiência que é ouvi-lo!).

Então entra a polêmica (e sensacional) “Longview”. Com linha de baixo composta por um Mike Dirnt sob efeitos do LSD (e a primeira linha mais complicada que eu tirei), a quarta faixa do disco envolve temas como preguiça, maconha e masturbação (aliás, os três eram temas frequentes nos dois primeiros discos do Green Day). Com uma parte instrumental muito boa e um Billie Joe superior àquele das faixas antecedentes, “Longview” é, até hoje, figurinha carimbada nos show do Green Day!

E o que é bom, melhora! “Welcome to Paradise” é um clássico do Green Day e é ao mesmo tempo agressiva e linda. Armstrong continua a subir o nível de sua voz e os instrumentos continuam a ter uma belíssima sintonia pelo 4 minutos de música.

“Pulling Teeth” talvez seja a mais engraçada canção de Dookie, narrando como um homem vai parar no hospital por causa de sua namorada psicopata e falando que a ama apesar de tudo. Muito boa, a faixa prende a atenção para a entrada triunfal da melhor faixa do disco.

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De boa tocando num hospício.

E foi com “Basket Case” (“caso perdido”, em inglês) que Green Day se tornou a banda oficial dos perturbados e solitários da década de 1990. Com clipe gravado em um manicômio, a canção fala dos ataques de pânico do vocalista. A letra confusa, a bateria alucinante e a guitarra incessante são as armas que fazem de “Basket Case” a melhor faixa do disco e (considerada por muitos) uma das melhores dos anos 1990.

“She” e “Sassafras Roots” diminuem um pouco o ritmo deixado por “Basket Case”, mas mantém o nível de qualidade do resto do disco. “She” se tornou outra faixa lendária do trio californiano, enquanto “Sassafras Roots” logo caiu no esquecimento.

E para quem diz que o Green Day pré-Warning não tem músicas calmas, “When I Come Around” se junta a “She” quanto ao ritmo mais tranquilo. Mas a décima faixa é superior pelo fato de ser bela e muito bem sustentada pelos instrumentos. Apesar de breve, o derradeiro solo de Armstrong é muito belo e dá um toque especial à canção.

Com um minuto e meio de pura energia e agitação, “Coming Clean” é um clássico punk a la Ramones que abre o ultimo trecho disco. Já “Emenius Sleepus” tenta seguir a mesma fórmula, mas acaba se tornando entediante depois dos 40 segundos.

Feita para agitar a plateia, “In The End” é agitadíssima e faria qualquer espectador iniciar um bate cabeça ou, pelo menos, pular alucinadamente no ritmo do baixo de Mike Dirnt.

Encerrando o disco, “F.O.D.” (Fuck Off And Die) inicia no básico voz-violão e assusta os despreparados a hora que o som pesado explode das caixas de som ao fim da música. Cerca de dois minutos após o “fim” do disco, o baterista Tré Cool nos mostra “All By Myself”, outra música engraçada que conta a história de um homem invadindo a casa de sua paixonite.

Agitado, saltitante e genial, não é a toa Dookie se tornou um clássico instantâneo e se tornou sucesso absoluto de público e crítica. A arma mais poderosa do Green Day em seus shows de 3 horas está na 50a posição dos 200 melhores álbuns de todos os tempos no Rock And Roll Hall Of Fame.

Valeu, gente! Beijão e até mais!

Artista: Green Day

Disco: Dookie

Melhor música: “Basket Case”

Nota:  10,0/10,0

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