#PitacosMusicais: A história do pop-punk

Sim, eu sei que nessa semana histórica de 2 anos do Blog a gente deveria contar a história dos nossos temas. Porém, a música é talvez o mais antigos dos temas do Sétima, por isso decidi fazer como a Cami e falar de um estilo apenas. Já está no título, eu sei, mas hoje eu falarei da cena pop-punk, iniciada nos anos 1990.

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Green Day: de adolescentes na onda do grunge a ídolos mundiais

Se em uma entrevista com uma banda de rock lançada entre de 1991 e 2005 responder que não tem influência alguma do Nirvana, existem duas opções: primeira, eles estão mentindo; segunda, eles são o Pearl Jam. Digo isso porque foi no auge da popularidade do grunge que bandas independentes do famoso “punk de três acordes” voltaram à cena musical após o Ramones. Já que as duas maiores bandas da época estavam ligadas a gravadoras menores e mais liberais (Nirvana com Geffen e Pearl Jam com a Epic Records), as gigantes Universal, Warner e Sony precisavam retomar esse crescente mercado e começaram sua busca por bandas que preenchessem esse espaço.

A influência do Nirvana que eu citei é justamente porque essas bandas, conhecidas na cena underground de suas respectivas regiões se sentiram menos intimidadas em dar o grande passo para a fama. blink-182 e Green Day são as mais conhecidas (e obviamente de maior sucesso de vendas), mas Sum 41, Yellow Card e até o mais recente Panic! At The Disco foram claramente pegas nessa avalanche de simplicidade que arrebatava o rock.

Os canadenses barulhentos do Sum 41

Os canadenses barulhentos do Sum 41

Por mais que o espaço musical só tenha sido ocupado depois do sucesso incontestável do grunge, foi no final da década de 1980 que o pop-punk começou a se formar. Já influenciados pelo punk mais agressivo e munidos das características dos Ramones, as bandas que começaram a se formar nessa época seguiam todas uma mesma fórmula: a bateria é rápida, a guitarra é simples e o baixo é destorcido. Fora as letras que, na época, não tinham o valor crítico que conhecemos hoje. As canções falavam de diversos assuntos pessoais de formas descontraídas e irônicas.

A canção “A Really Cool Dance Song”, do Bowling For Soup, lançada 2009, fala exatamente de como essas bandas faziam antes de assinar com os selos de maior influência: “ganhamos guitarras no natal, formamos uma banda de punk rock e viajamos por todo o país num van até ficarmos populares” (sim, essa REALMENTE é a letra da música). Enquanto algumas bandas ficaram presas ao seu país de origem (caso do próprio Bowling For Soup), algumas estouraram de modo inesperado no mundo pré-internet. Por mais que as companhias tivessem a intenção de vender bem, nenhuma esperava que suas novas crias tomassem o posto de um Nirvana pós-morte de Kurt Cobain e se tornassem símbolos de uma geração de jovens e adolescentes.

Agressivos e engraçados: até hoje o blink-182 é símbolo de uma geração

Agressivos e engraçados: até hoje o blink-182 é símbolo de uma geração

Em 1994, Green Day e blink-182 estouraram com Dookie Cheshire Cat, respectivamente. Como o próprio noma da banda já diz, The Offsping surgiu no meio do baby-boom de bandas de punk rock com o disco Americana, de 1998. Na primeira década do século XXI, mais bandas continuaram surgindo, como Fall Out Boy e Panic! At The Disco, que já sofreram grandes mudanças em sua maneira de tocar.

Mas com a facilidade da internet, que torna o poder das gravadoras cada vez menor, o pop e o rap começaram a tomar conta do público e as bandas foram sumindo na mesma velocidade com que surgiram. O Green Day caiu no esquecimento depois de Warning, enquanto o blink-182 se separou em 2005 para voltar apenas em 2009. Sum 41 e The Offspring perderam destaque, apesar de se recusarem a encerrar suas atividades.

Mas com a polêmica invasão americana no Oriente Médio, o Green Day iniciou sua fase de fortes críticas governamentais com American Idiot, voltando a cena de vez e marcando de vez o retorno do estilo em 2009, com 21st Century Breakdown, lançado meses antes de Mark Hoppus, Tom DeLonge e Travis Barker anunciarem que o blink-182 voltaria aos estúdios de forma independente para trazer Neighberhoods. O Yellowcard, que havia se separado em 2008, também retornou em 2010 para turnês maiores e tentar a volta por cima após a década em que o Hip Hop dominou o mundo.

Hoje sem a mesma força ou apelo que marcaram época 20 anos atrás, o pop punk mostra sinais de reação e vem correndo atrás do tempo perdido e tentando tomar de volta seu lugar nos corações órfãos de 1990.

Valeu, gente! Beijão e até mais!

P.S.: Esse foi o texto pra Semana Histórica do Sétima. Semana que vem tem a resenha do novo disco do Bruce Springsteen, o homem que tem sua vida confundida com a própria história do rock!

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