#CantoDoCinema: Um pouco de história

Olá, habitantes!
Essa semana daremos uma parada na Maratona Oscar pra falar um pouquinho sobre a história da nossa querida sétima arte! E sendo o cinema extremamente antigo e detentor de várias ramificações ao redor do mundo e ao longo dos anos, vou falar exclusivamente do cinema brasileiro, sobre o qual eu não escrevo muito, mas prometo que isso mudará!

#PARTIU CINEMA?

Os caminhos tortuosos do cinema brasileiro começaram em 1896, no Rio de Janeiro. Mais precisamente na Rua do Ouvidor, onde foi disponibilizada uma sala e foram projetados oito filmetes, de mais ou menos um minuto cada. Esses quase-curtas apenas exibiam paisagens da Europa e foram assistidas por um público bem seleto, já que os ingressos não eram nada baratos.
Porém, os primeiros filmes brasileiros, de fato, foram rodados entre 1897 e 1898 e, segundo pesquisadores, são: “Ancoradouro de Pescadores na Baía de Guanabara” , “Chegada do trem em Petrópolis”, “Bailado de Crianças no Colégio, no Andaraí” e “Uma artista trabalhando no trapézio do Politeama”.

Os primeiros filmes “posados”, ou de ficção, surgiram em 1906  e nada mais eram do que reconstituições de crimes já explorados pela imprensa: “Os Estranguladores”, de Francisco Marzullo (1906), que obteve mais de 800 exibições no Rio. Em 1909 surgem os filmes “cantados”, com os atores dublando-se ao vivo, por trás da tela; “A República Portuguesa” (1911) é um bom exemplo, mas não existem mais fragmentos desse filme.

 Com o começo da Primeira Guerra Mundial, o Brasil tornou-se um mero distribuidor de filmes estrangeiros e a produção nacional caiu drasticamente. Hollywood, na época, adorou isso!
A produção nacional só deu uma melhorada em 1930, quando surgiram os primeiros filmes falados: “Acabaram-se os otários” (1929) e “Coisas nossas” (1931). Até o começo dos anos 40, o cinema brasileiro não sofreu grandes inovações: era Hollywood tentando adentrar no Brasil e as produções nacionais ficando com cada vez mais cara de “gringas”.
Porém, a coisa muda com o surgimento das “Chanchadas”, as comédias que satirizavam justamente os filmes americanos tão fortes no país. O gênero agradava o público, mas não a crítica.
Grandes filmes desse período são: “Este mundo é um pandeiro” (1947) e “Nem Sansão nem Dalila” (1954).

Em 1963, em meio aos anos de chumbo, surge uma das mais bela inovações do cinema brasileiro: o Cinema Novo, cujos principais filmes representantes foram  “Os Fuzis”, de Ruy Guerra; “Deus e o diabo na terra do sol“, de Glauber Rocha; e “Vidas secas”, de Nelson Pereira dos Santos. Em todos eles, é mostrado um Brasil desconhecido, com muitos conflitos políticos e sociais. Uma mistura original de Neo-realismo (por seus temas e forma de produção) com Nouvelle vague (por suas rupturas de linguagem). É de Glauber a famosa frase: “uma câmara na mão e uma ideia na cabeça”.

Cenas de “Deus e o Diabo na Terra do Sol”

Em 1970, surge no Brasil um gênero totalmente diferente do Cinema Novo, chamado Pornochanchada . Os filmes desse período surgiram em São Paulo e eram chamados assim por possuírem erotismo misturado a uma comédia escrachada.
As cotas de exibição obrigatória, impostas pelo governo do período da ditadura militar, davam espaço para o desenvolvimento desse gênero – a lei obrigava as salas de exibição a exibir uma cota de filmes nacionais por ano. O sucesso de público também foi essencial para o sucesso pois possibilitavam que o filme ficasse por mais semanas em cartaz.
Grandes filmes do gênero foram:  “Dona Flor e seus dois maridos” (1976), de Bruno Barreto, que chega a 11 milhões de espectadores, mais do que qualquer filme estrangeiro e “A Dama do lotação” (1978), de Neville d’Almeida.

Nos anos 80, a produção nacional volta a cair em consequência da tentativa de pagamento da grande dívida externa, mas ainda temos o aprimoramento do gênero documentário e grandes clássicos, como:  Jango (1984), de Sílvio Tendler; Conterrâneos velhos de guerra (1989), de Vladimir Carvalho; e a obra-prima Cabra marcado para morrer (1984), de Eduardo Coutinho.

O cinema dos anos 1990 é conhecido como “A Grande Retomada” e tem como filme inicial  Carlota Joaquina, Princesa do Brazil (1995) de Carla Camurati. Os anos 2000 foram extremamente rentáveis e, com a ajuda da Globo Filmes, conseguiram produzir verdadeiros clássicos, dentre eles:  Cidade de Deus (2002) de Fernando Meirelles, Carandiru (2003) de Hector Babenco e Tropa de Elite (2007) de José Padilha que alcançaram grande público no Brasil e perspectivas de carreira internacional.

Cena de “Cidade de Deus”

Algumas curiosidades:
A maior bilheteria da história do país foi com o filme “Tropa de Elite 2 – O Inimigo Agora É Outro”, do diretor José Padilha e que levou mais de 11 milhões de pessoas ao cinema.
O cinema brasileiro bateu recorde em 2013, com mais de 120 estreias de produções nacionais e 26 milhões de ingressos vendidos, de acordo com informações divulgadas pela Agência Nacional do Cinema (Ancine)

É isso, habitantes!
Espero que tenham gostado desse post histórico!
Até semana que vem com a volta da Maratona Oscar!
Beijos!

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