#CantoDoCinema: Resenha “Dallas Buyers Club”

E aí, habitantes?
Hoje é o penúltimo post antes da esperada cerimônia do Oscar, por isso, vou falar de um filme que, apesar de ter sido lançado com um hype um tanto pequeno, já vem conquistando vários cinéfilos por contar uma história emocionante e por ter no elenco um Matthew McConaughey de camiseta.

O filme, em português, tem o título “Clube de Compras Dallas” e é dirigido pelo canadense Jean-Marc Vallée.
Vamos às indicações? O longa está concorrendo em 6 categorias no Oscar desse ano: Melhor Filme, Melhor Ator Principal, Melhor Ator Coadjuvante, Melhor Edição, Melhor Maquiagem e Melhor Roteiro Original.

Em 117 minutos de duração, o filme conta a história do eletricista, cowboy e homofóbico Ron Woodroof, interpretado por McConaughey, que em 1985, é diagnosticado com AIDS e descobre que tem apenas mais 30 dias de vida.  Ao ficar sabendo da doença, Ron tenta, a qualquer custo, conseguir o remédio essencial para seu tratamento, o famoso AZT. Porém, como na época o remédio estava passando por uma rigorosa fase de testes, Ron não consegue muita coisa.
Portanto, com a ajuda do também soro positivo Rayon (Jared Leto), o cowboy vai atrás de combinações de medicamentos não-autorizados, ou os chamados “coquetéis”, que permitem uma vida sem muitas contra-indicações, mas com muitos processos judiciais nas costas e claro, muito preconceito.
Dallas Buyers Club  é um baita drama baseado livremente no artigo “Dallas Buyers Club” de Bill Minutaglio, tendo como base a história verídica de Ron Woodroof.

Se há uma coisa que realmente impressiona no filme, são as atuações. Matthew fez por merecer sua indicação ao Oscar e seu Globo De Ouro, ao fazer com que esqueçamos de alguns trabalhos anteriores do ator, como Magic Mike e Como Perder Um Homem em 10 Dias.
A maneira como McConaughey, 30 quilos mais magro, se entrega ao papel, mostra sua enorme competência como artista e como ele pode ser dinâmico. Digo isso pois todo cowboy que se preze é galanteador e sem muitas papas na língua, porém, quando se descobre possuir um vírus tão fatal como o HIV, não há ser humano no mundo que se sustente 100% do tempo. E as desolações de Matthew, no filme, estão simplesmente fantásticas.

Até o momento, McConaughey é o favorito para ganhar o Oscar de Melhor Ator, sim, a Academia adora quando um ator se transforma fisicamente e ainda mais quando tal mudança ocorre por um grande trauma ou doença.
Quem não se lembra do Oscar de Tom Hanks pelo maravilhoso filme Filadélfia?

Outro ator que se destaca de forma absurda é Jared Leto. Tendo no currículo mais de 20 longas, uma banda de rock (30 Seconds To Mars) e um Globo de Ouro, Leto realiza o melhor papel da sua carreira com a personagem Rayon. Ao emagrecer, também, cerca de 30 quilos, o ator demonstra imenso potencial ao interpretar um transsexual viciado em drogas e extremamente adorável.
Pode-se dizer que Rayon é uma personagem de extremos. Temos alguns momentos engraçadíssimos liderados por ela, porém, há cenas onde Leto nos passa com clareza o sentimento de estar à beira da morte. Merece, sim, o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante esse ano.

Apesar de parecer muito literal, o filme detém diversos simbolismos e trata de forma muito verídica como ocorreu o boom do vírus HIV nos anos 80 e como todos os seus portadores lidavam com preconceitos e dificuldades ao ter acesso a diversos medicamentos.
Um drama cativante, minha nota é 9.

É isso, galera!
Até semana que vem!

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