#CantoDoCinema: Resenha “Iron Jawed Angels” (2004)

E aí, habitantes?
Gostaram dos resultados do Oscarito? Eu gostei, apesar de me decepcionar com algumas categorias e acabar não levando o bolão.
Porém, nada de lamúria, porque já é a Semana da Mulher aqui no Sétima! E, para entrar no clima, nada melhor que resenhar um filme histórico que retrata muito bem todo o sofrimento das mulheres na luta pelo direito de qualquer cidadão, o direito de votar. O longa feito exclusivamente para a televisão se chama Iron Jawed Angels ou Anjos Rebeldes, em português.

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Dirigido pela alemã Katja Von Garnier e produzido pelo canal HBO, o drama se inicia nos Estados Unidos, nos anos 1910, com as personagens Alice Paul (Hilary Swank) e Lucy Burns (Frances O’Connor) retornando da Inglaterra, onde participaram de um movimento sufragista feminino. Animadas em colocar em prática os ensinamentos que aprenderam, as moças vão até a Associação Nacional Americana pelo Sufrágio da Mulher e expõem suas ideias. Em princípio, as líderes do movimento, como Carrie Chapman Catt (Anjelica Huston), concordam em parte com os argumentos, porém, após uma passeata das sufragistas dar um tanto errado, as mulheres da associação voltam atrás e retiram o apoio às duas jovens.

Insatisfeitas com a situação, Alice e Lucy fundam o Partido Nacional das Mulheres que promove as chamadas “sentinelas silenciosas” em frente à Casa Branca, passeatas, comícios e toda e qualquer forma que amplie cada vez mais a voz feminina.
Porém, o auge de toda essa agitação coincide com a entrada dos EUA na 1ª Guerra Mundial. Com os nervos à flor da pele, os políticos repudiam cada vez mais os atos das sufragistas, chegando a ordenar prisões e a praticar severas punições dentro das cadeias. Caberá a Alice lidar com todos esses obstáculos políticos e continuar na luta pelo voto feminino americano.

Alice Paul em uma das sentinelas silenciosas do filme

Alice Paul em uma das sentinelas silenciosas do filme

Se você está com um pé atrás para assistir esse longa por ele se tratar de um Tv Movie, se livre desse preconceito já!
Muito bem dirigido e com uma trilha sonora que mescla canções antigas e atuais (no pique do The Great Gatsby de Baz Luhrmann), o filme retrata de forma muito fiel o que era ser mulher no começo do século XX e como se desenrolou toda a luta  pelo voto feminino.
A cena da primeira passeata que ocorre no filme pode ser muito bem relacionada com os dias de hoje, infelizmente: diversos homens não aceitam que as mulheres estejam exercendo seus direitos e começam a proferir insultos a elas.
“Se você fosse minha mulher, eu a arrebentaria!”
“Voltem pra casa!”
“Quem usa calças na sua família?”

Outra questão importante é levantada no filme, mas acaba não sendo muito bem desenvolvida: Alice e Lucy, quando interrogadas por uma mulher negra quanto a participação da etnia na passeata, não concordam totalmente, com medo de perder o pouco apoio político que já tinham.
Apesar de rápida, essa discussão é muito interessante pois mostra que no século XX era muito difícil ser mulher, porém, era mais difícil ainda ser uma mulher negra.

As cenas que se passam na prisão nos dão uma enorme sensação de angústia. As sufragistas presas sofrem torturas e são constantemente advertidas para desistirem do seu ideal. Elas sempre respondem com um convicto “não”.

Em tradução literal, Iron Jawed Angels seria algo como “Anjos de ferro tagarelas”. Se formos pensar bem, não há definição melhor para qualquer mulher.
Carregando em si ambos os extremos, as mulheres são delicadas ao mesmo tempo que são fortes e que clamam pelos seus direitos como qualquer cidadão.
O desfecho do filme é fácil de se imaginar, mas é impossível negar que o longa apresenta de forma acessível o que foi  a grande conquista do voto feminino nos EUA.

Minha nota é 9!

É isso, habitantes!
Até semana que vem e um ótimo dia da mulher para as habitantAs!

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