#Escadão: Feminismo

Oi gente, tudo bom? Hoje para encerrar a Semana da Mulher na Avenida, estreamos uma sessão nova: o Escadão (eu contei sobre ele no facebook). E para começar, eu vou falar rapidinho sobre feminismo. Podem achar um assunto batido, mas garanto que nunca é demais falar sobre isso.

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Basicamente, o que é feminismo? Um movimento que tem como objeto direitos iguais entre gêneros. Sim, só isso! Não é a supremacia feminina e nem maiores direitos para as mulheres, apenas direitos iguais para homens, mulheres, e o que você quiser ser. Xs feministas lutam pela igualdade e pelos direitos e interesses das mulheres – desde o direito ao voto um século atrás, ou até hoje em dia, com o direito sob seu corpo.

A história se divide em três partes. A primeira onda foi entre os séculos XIX e XX, principalmente no Reino Unido e Estados Unidos. As mulheres começaram a questionar e lutar contra o casamento arranjado, e pela promoção de igualdade em relação à propriedades e poder político, principalmente o direito ao sufrágio por parte das mulheres – e algumas campanhas a favor de direitos sexuais, reprodutivos e econômicos.

A segunda parte foi entre os anos 1960 e final dos anos 1980. Foi uma continuação do feminismo anterior, envolvendo as sufragettes. A segunda onda se preocupava principalmente com questões de igualdade e o fim da discriminação – desigualdades culturais e políticas para xs feministas da época eram ligados principalmente às estruturas sexistas do poder. Nessa época surgiu o termo “women’s liberation”, e ocorreram protestos, como queima de sutiãs. Nessa época as mulheres questionaram ainda mais a forma que a sociedade patriarcal se organiza e lutaram contra isso.

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A terceira onda é ligada diretamente com a segunda, e começou na década de 90. Essa onda buscava resolver as falhas da segunda onda. Ela desafia (ou até evita) a definição de feminilidade, questionando principalmente o que é bom para as mulheres ou não. E ainda rola a discussão se há diferenças importantes entre gêneros, ou não, quem instaura as diferenças é a própria sociedade. A terceira onda encara diretamente o pós-feminismo, que não é “anti-feminista”, mas sim crêem que as mulheres atingiram os objetivos da segunda onda.

Recapitulando: o feminismo não luta pela superioridade da mulher, e sim pela igualdade de gêneros!

Hoje em dia, é notável que ainda enfrentamos problemas nesse assunto, ainda há muita discriminação contra as mulheres no mundo inteiro. O problema e a dimensão dele variam de lugar, mas é importante igualmente. Quem nunca ouviu um “fiu-fiu” na rua e teve vontade de chorar, vomitar ou gritar com o desgraçado que fez isso? (ei, lembra do “Chega de Fiu-Fiu”?). Ou então já foi desvalorizada por ser mulher, afinal, um homem com certeza faz um trabalho melhor. Ou então já entrou em alguma discussão sobre aborto, casamento e filhos, e quase se arrependeu (do mesmo jeito que se arrependeu de ler os comentários de algum site de notícias).

Os problemas atuais são diferentes dos anteriores. Já temos direito ao voto e outras coisas que nossxs antepassadxs lutavam, mas ainda falta muito. Ah se falta. As discussões são cada vez mais amplas e diversas pessoas participam delas, sejam universitárixs com suas Frentes (a Cásper tem a Frente Feminista Casperiana Lisandra, com discussões interessantes e que me fizeram aprender muito nesse último ano), sejam mulheres engajadas diretamente nesses assuntos, médicxs e ONGs que ajudam quem precisa, ou seja um grupo de amigxs numa mesa de bar debatendo o assunto.

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Há logicamente o lado radical (que alguns chamam de feminazis), que afirmam que o mundo seria melhor com menos homens, o que é um preconceito contra o homem. Não concordo com essa opinião, seria no mínimo hipócrita lutar pelos seus direitos e diminuir os direitos de outros. É considerado sexista quem se baseia na separação dos gêneros. Afinal, por mais que os sexos sejam anatomicamente diferentes, nenhuma diferença deve levar à discriminação, pois no fundo somos todos iguais. E um dos maiores objetivos do feminismo no século XXI é promover maiores direitos à mulheres do Oriente.

Falei de gêneros sexuais varias vezes aqui no post, e em alguns casos escrevi palavras com ‘x’ no meio. Explicando rapidamente: o ‘x’ nesse caso serve como gênero neutro. Esse gênero neutro generaliza com pessoas que a identidade de gênero é não-binaria, abrangendo e englobando todxs. Nesse caso, ‘todxs’ se pronuncia ‘todes’ – o ‘x’ é apenas uma variável, mas muitas pessoas na internet utilizam o ‘@’ também. Veja mais sobre aqui.

Mulher tem direito de andar na rua sem se sentir um objeto ou comida. Mulher tem direito sim de receber o mesmo salário que um homem com o mesmo cargo. Mulher tem o direito de ter desejos sexuais e falar sobre eles sem ser julgada. Mulher tem direito sim de ter controle sobre seu corpo – meu corpo, minhas regras. Mulher tem direito sim de não sofrer nenhum tipo de discriminação baseada em diferenças de gêneros sexuais. Mulher tem o direito de não sofrer qualquer tipo de violência. Mulher pode falar de futebol sim – pode falar sobre o que quiser.  Mulher tem o direito de ser quem é sem ser julgada. Sim, mulher tem o direito. Os mesmos direitos que qualquer homem por aí.

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Feminista não é só mulher. Pode ser quem quiser que acredita na igualdade entre gêneros e pessoas. Se você quiser saber mais, recomendo que procure alguma Frente Feminista na sua faculdade, ou leia blogs e artigos sobre. Veja mais sobre cada movimento, sobre pessoas importantes para essa história. E vamos continuar a fazer diferença.

Fica aqui meu beijo e abraço em cada mulher que lê a Avenida. De maneira sincera digo que vocês são demais e merecem toda a admiração e respeito que desejam. Ainda há muito o que lutar, mas vamos conseguir.

Beijos no coração de cada umx.

PS: queria dedicar esse post à Helô, Isa, Bárbara e Maria Clara, afinal perdi a conta de quantas vezes já falamos sobre isso.E principalmente, dedico à todxs da Frente Feminista Casperiana Lisandra. Vocês abriram meus olhos para muitas coisas, aprendi muito com vocês e apenas tenho a agradecer à esse espaço dentro da faculdade (talvez o meu favorito). Muito obrigada, vocês são demais!

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