#PitacosMusicais na Semana da Mulher: Joan Jett

O mundo da música é traiçoeiro, o mundo do rock então, nem se fala! E para que uma mulher faça sucesso nesse agressivo, enérgico, violento e difícil nicho, é necessário muito talento e, mais ainda, muita coragem! Um dos maiores exemplos (se não o maior) de tal empreitada é a incontestável Joan Jett, a rainha do Hard-Rock!

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Joan Jett, rainha do rock

Nascida em 1958, formou o grupo The Runnaways, em 1975 e começou a entrar no estrelato do rock em 1976, quando Cherrie Currie se tornou a vocalista do grupo completamente feminino, que estouraria com a canção “Cherry Bomb”. Por três anos, a banda foi de tremendo sucesso: dentro do território americano e no Japão, a banda foi de enorme sucesso comercial, lotando shows, esgotando cópias de discos e influenciando a música pesada da segunda metade dos anos 1970.

Mas o abuso de drogas e o comportamento abusivo de todas da banda, fossem as atitudes violentas ou uso de álcool e de substâncias ilícitas, o grupo não conseguiu sobreviver à pressão da fama e foi extinto, com diversas brigas internas e ressentimentos mal-resolvidos. (OBS.: O filme “The Runnaways”, de 2010, estrelado por Dakota Fenning e Kirsten Stewart é extremamente unilateral, dando destaque apenas para as duas personagens mais conhecidas. Apesar de eu o ter usado como “fonte” para tal post, não aconselho o filme como única biografia da banda.)

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The Runaways

Percebendo que a maior parte das composições de sucesso do Runaways foi escrita por ela, Joan começou a trabalhar em sua carreira solo com o produtor Kenny Laguna, depois de já ter tocado com seus ídolos do Sex Pistols para regravar “I Love Rock ‘n Roll”, do The Arrows. Após seu primeiro disco solo ter sido rejeitado por mais de 20 gravadoras, Jett tomou uma corajosa (e extremamente arriscada para a época) decisão de lançar o disco de forma independente, associada a Laguna. Nascia a Blackheart Records, de onde surgiria a banda The Blackhearts (não exatamente o ápice da originalidade).

Mais forte que o Runaways e visivelmente mais controlado, o Bleackhearts lançou músicas que marcaram toda uma geração, como “Bad Reputation”, em que Joan Jett diz que “a girl can do what she wants to do and that’s what I’m gonna do” (mulheres podem fazer o que quiserem e é isso o que farei). A música se tornou um enorme sucesso e a nova banda se tornou sucesso e liderava diversos festivais de música pelo mundo.

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Jett e Foos: porque foda-se o silêncio

Hoje Joan Jett segue comandando o Blackhearts, que já lançou 16 discos de estúdio, o ultimo em 2013. Em 2012, a banda passou pelo Brasil para o Lollapallooza, parte de sua turnê mundial ao lado do Foo Fighters, a banda de rock mais influente da atualidade, onde apresentou em primeira mão diversas músicas do próximo disco, incluindo algumas músicas que ainda não haviam sido decoradas.

Aos 55 anos de idade, Jett já fez e viu de tudo no mundo da música. Abusou, se controlou, foi sucesso, foi dispensada, voltou ao topo e hoje se mantém na fase mais estável de toda a sua carreira. Forte e ainda muito influente no mundo da música, Joan Marie Larkin é hoje a rainha do hard-rock, e dificilmente perderá a majestade.

Valeu, gente! Beijão e até mais!

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