#CantoDoCinema: Resenha “RoboCop” (2014)

Olá, habitantes!
Hoje vamos colocar um pouquinho de ação futurista no nosso canto do cinema. O filme do qual falarei hoje é o remake do querido RoboCop, dirigido por José Padilha (sim, o diretor de Tropa de Elite 1 e 2) e com nomes como Gary Oldman, Samuel L. Jackson e Joel Kinnaman no elenco.


O filme se passa no ano de 2028 e, para variar, os grandes políticos e empresários estão cada vez mais preocupados com a segurança da humanidade.
À medida que essa preocupação cresce, diversas tecnologias se desenvolvem (como robôs cada vez mais complexos e os famosos drones) e uma nova multinacional controla esse “mercado da segurança”, a OMNI Corporation.
Eis, portanto, que surge a ideia de colocar esses novos mecanismos a favor da população. Seu principal objetivo seria “pacificar” áreas de conflito e, bom, o plano dá certo no mundo todo, menos nos Estados Unidos por conta da rejeição de 72% da população (quase uma “robôfobia”). O argumento dos ativistas? O fato das máquinas “não sentirem”.
Tentando tirar proveito dessa situação, o empresário Raymond Sellars (Michael Keaton) manda seu cientista (Gary Oldman) criar um novo produto na OMNI Corp. que simpatizasse com os americanos.
E, em pouco tempo, ele encontram a cobaia perfeita: o oficial Alex Murphy (Joel Kinnaman) que, depois de um atentado, tem seu corpo desfigurado e logo reconstruído com diversas partes robóticas. E é aí que entra a maior dualidade da personagem: qual lado deve ceder? O lado homem ou o lado máquina?

Normalmente, eu estou longe de ser uma fã de remakes, vide Psicose e Oldboy, porém, posso dizer que o longa cumpriu o que prometeu, apesar de não se igualar ao clássico de 1987.
Se você procura um longa de ação com diversas explosões já aos 6 minutos de filme, veio ao lugar certo. RoboCop é extremamente ágil, fluído e com movimentos de câmera que lembram muito aqueles usados nos dois Tropa de Elite.
Apesar de não parecer, RoboCop é um filme quase atemporal. Nessa nova versão, visualizamos muito melhor o que seria, de fato, um policial meio robô e meio humano. Diante de tanta vigilância e de tanta tecnologia a que estamos sujeitos já no ano de 2014, é “visualizável” o que seria essa expansão absurda das máquinas em meio a guerras e conflitos em qualquer parte do mundo.

O ator Joel Kinnaman, já um veterano em filmes de ação, surpreende e está sendo cotado como um dos principais atores em ascensão em Hollywood. O injustiçado pela Academia Gary Oldman também faz um bom trabalho e, confesso, só de ouvir a voz do Samuel L. Jackson, eu já começo a rir por dentro por mais sério que seja o monólogo da personagem, logo no começo do filme.

Com uma boa trilha sonora, também produzida por um brasileiro, podemos dizer que o RoboCop de 1987 era um Frankstein moderno, já a versão 2014 é um Frankstein mais contemporâneo e eu, pessoalmente, sou mais fã da semana de arte de 1922.
Apesar dos pesares, José Padilha não pediu pra sair e fez bom remake, para o orgulho dos cinéfilos brasileiros.

Minha nota é 8!

É isso, habitantes!
Até semana que vem!

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