#CantoDoCinema: Resenha “Nymphomaniac: Vol. II”

E aí, habitantes?
A resenha de hoje vai tratar da segunda parte da saga que já é considerada a mais polêmica de 2014 (e olha que estamos em março…).
Dirigido por um diretor mais polêmico ainda, Ninfomaníaca leva a assinatura do dinamarquês Lars Von Trier  e conta a história de Joe (Charlotte Gainsbourg) que, após ter sido encontrada por Seligman (Stellan Skarsgård) em um beco, começa a contar toda a sua história e experiências sexuais que vivenciara para o homem que a salvou.

Considerado um dos expoentes mais recentes da eterna discussão: “até onde vai a arte de fazer cinema”, a saga de Nymphomaniac está longe de ser um simples e raso “filme pornô”, como alguns dizem.
A primeira parte da história de Joe narra desde sua infância até sua juventude, explicando as raízes de sua ninfomania e como ela lidava de forma indiferente com todos os homens com os quais mantinha uma relação.
Porém, entre idas e vindas, ela finalmente se estabelece com o empresário Jerôme (Shia LaBeouf), os dois se casam e o volume I da saga termina com a seguinte frase de Joe: “I can’t feel anything”, ou “Eu não sinto nada”, enquanto estava na cama com seu marido.
O final deixa qualquer ansioso já que depois de anos se satisfazendo com homens desconhecidos, Joe simplesmente “trava” quando está com o amor da sua vida.
E eis que o volume II se torna um pouco mais obscuro, já que trata da fase adulta de Joe.
Casada e mãe de um filho, o apetite sexual da protagonista ainda é comparado ao de um tigre por Jerôme que, percebendo que não consegue satisfazê-la plenamente, lhe dá o aval para que faça sexo com outras pessoas.

Porém, isso não é o suficiente para Joe. Além de fazer sexo com desconhecidos, ela vai atrás de novas formas de satisfação, dentre elas: o sadomasoquismo.

O filme continua sendo dividido em capítulos, dessa vez mais longos, e carrega o típico pessimismo de toda obra de Lars Von Trier.
Nessa segunda parte, Joe crê que não possui espaço na sociedade e, mesmo após frequentar terapias de grupo e conseguir se permanecer isenta de qualquer relação sexual por semanas, ela volta atrás e desfaz todo o seu “progresso”.
Claro, se tratando de um filme de Lars, diversas polêmicas estão envolvidas.
Chamar ou não chamar um negro de nigga, encontrar algo meramente plausível no ato da pedofilia e abandonar o marido e o filho somente pelo prazer sexual são apenas algumas.

Há, inclusive, uma metalinguagem von triana no filme. A sequência onde o filho de Joe sai do berço e se dirige a uma sacada sem proteção em pleno inverno é muito semelhante à cena de abertura do filme Anticristo, também dirigido por Lars; até mesmo a trilha sonora é igual.
As tomadas rápidas, a câmera de mão e a chamada “tela dividida” continuam, nos fazendo ter certeza que estamos assistindo a um filme de Lars.
Com um desfecho feminista, mas que faz uma grande crítica à sociedade em que vivemos, Nymphomaniac provou que existe, sim, um cinema polêmico consistente, e até um tanto poético, que atinge e instiga todo e qualquer espectador, de forma muito positiva.

Minha nota é 9
É isso habitantes, até semana que vem!!!

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