#LateraldaLeitura Resenha de Fluam, minhas lágrimas, disse o policial

Já pensou acordar um dia e perceber que você deixou de existir?

Fluam, minhas lágrimas, disso o policial conta exatamente sobre isso. Foi a primeira história do Philip K. Dick que eu li, mas já fez com que eu me apaixonasse pelo autor.

fluam_ ISBN: 9788576571308
 Páginas: 256
  Editora: Aleph
“No romance “Fluam, minhas lágrimas, disse o policial”, Philip K. Dick explora os limites entre percepção e realidade, criando uma impressionante distopia na qual Jason Taverner, um dos apresentadores mais populares da TV, um dia acorda sozinho num quarto de hotel e percebe que tudo mudou; que se tornara um ilustre desconhecido. E pior. Descobre que não há qualquer registro legal de sua existência. Dividido agora entre duas realidades, ele vê-se obrigado a recorrer ao submundo da ilegalidade enquanto tenta reaver seu passado e entender o que de fato aconteceu, dando início a uma estranha busca pela própria identidade. Ao unir à trama desconcertante uma sensível incursão no comportamento e nas emoções humanas, Philip K. Dick prende o leitor e faz desse livro um de seus trabalhos mais comoventes. Escrito em 1974, “Fluam, minhas lágrimas, disse o policial” [Flow My Tears, the Policeman Said] foi publicado pela primeira vez no Brasil nos anos 1980, sob o título Identidade Perdida: O Homem que Virou Ninguém. O livro foi indicado aos prêmios Nebula, em 1974, e Hugo, em 1975, ano em que venceu do prêmio John W. Campbell como melhor romance de ficção cientifica. “

Sobre a história 

O livro conta a história de Jason Taverner, um apresentador de TV que um dia depois de um programa que atingiu milhares de telespectadores acorda em um hotel e não demora pra perceber que deixou de existir. A história se passa em um “futuro” (1988) em que todas as pessoas PRECISAM andar com documentos para comprovar quem são, ele liga então para pedir uma segunda via dos documentos e percebe que não existe registro nenhum, ele nunca nem nasceu. A primeira coisa que ele faz depois de perceber a tragédia em que ele se encontra é ir atrás de uma garota para falsificar seus documentos, é a partir daqui que toda as aventuras na busca de descobrir quem ele é começam.

Minhas Impressões

Foi minha primeira vez lendo um livro do PKD e apesar de no começo ter ficado bem perdida, ao longo da leitura fui percebendo a que ponto ele queria chegar e quão incrível e refletivo o livro é. O que nos faz ter tanta certeza de que tudo o que vivemos é a vida real e não uma imaginação e criação de uma mente drogada? A partir do momento em que você deixa de existir completamente, como você faz para se reafirmar e mostrar que “Ei, eu estou aqui sim!”, o que faz você ser você? Essas são algumas das perguntantas que o autor deixa para o leitor.

O livro se passa no início do século 70, onde depois da revolta de alguns estudantes o Estado passa a comandar com a polícia e de forma rígida, como com o uso de microtransmissores para saber a localização exata de cada um ou com inúmeros locais de fiscalização de documentos.

A Folha em sua crítica diz que “Dick deu a esse clichê (pulp fiction) uma angústia kafkiana”. Apesar de Jason não ser uma personagem muito apaixonante, o livro é intrigante pelo simples fato de você querer entender e saber o que aconteceu com esse homem afinal.

Com uma narrativa fácil e rápida, eu indico para todos aqueles que querem embarcar nesse mundo de ficções científicas, ou até mesmo àqueles que já estão habituados com livros do gênero, pois sua conclusão é surpreendente e muito bem colocada.

Queria me desculpar por não ter postado sexta-feira, mas tinha muitos compromissos e não consegui finalizar a resenha. Essa semana volta ao normal.

E você? Já leu alguma coisa do PKD? Se sim, o que? Me conta nos comentários!

Beijos,

Renata Serapião

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