#CantoDoCinema: Resenha “Alemão” (2014)

E aí, habitantes?
Hoje vou resenhar um filme que me despertou a atenção assim que eu vi seu cartaz. Alemão é dirigido por José Eduardo Belmonte e possui grande elenco: Caio Blat, Antônio Fagundes e Cauã Reymond são alguns dos nomes presentes no longa.

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Quase que prematuramente, me atrevi a adivinhar algumas coisas sobre o filme apenas olhando o tal pôster. Uma fotografia mais escura, uma história interessante (mas com uma temática batida) e grande elenco: seria uma tentativa de realizar um próximo Tropa De Elite?
Inspirada por uma história real, o longa se passa em novembro de 2010 e 2 dias antes da maior operação que a Polícia Militar já fez no país: a invasão do Complexo do Alemão e a implantação das Unidades de Polícia Pacificadoras (UPPs).
Com um início um tanto clichê, digno de qualquer filme nacional que retrata o cotidiano de uma favela, mas com um bom desenvolvimento, Alemão não é, e nunca pretendeu ser, um novo Tropa de Elite ou Cidade de Deus.

O longa lida com um tema extremamente politizado e consegue desenvolver um plot em cima dele sem implantar qualquer ideologia no espectador. É mostrado sim, a falta de preparo de policias já infiltrados na favela antes da grande invasão, e a violência com que a PM adentrou no complexo que abrange 13 favelas no Rio de Janeiro.
Porém, Alemão começa a ficar, de fato, interessante quando os 5 policiais já infiltrados na favela são presos pelos traficantes e aprisionados em um porão, e é a partir daí que a angústia do espectador atinge seu auge.

As cenas do porão seguem no mesmo clima do filme Enterrado Vivo: apenas um cenário, sufocante, onde tudo se desenrola, confesso que essa foi a melhor sacada do filme.
A trilha sonora, longe de ser relacionada com funk, contribui para o clima de tensão constante, assim como a escura fotografia e as bem elaboradas cenas de ação.

Porém,  Alemão também tem seus defeitos. Posso dizer que o personagem de Antônio Fagundes foi uma mera tentativa de dar um tom mais melo-dramático ao filme, algo totalmente dispensável e característico de uma certa insegurança por parte do diretor que achava que a história não iria se sustentar sem mais esse pilar.

Com mais prós do que contras, Alemão sai do convencional, mas ainda  poderia ter ousado mais.
A distribuidora do filme não é Globo Filmes, mas, aproveitando a deixa, posto aqui um vídeo com o Caio Blat explicando toda a artimanha de distribuição de filmes nacionais. Vale bem a pena assistir!

Minha nota é 7!
É isso, habitantes!
Até semana que vem!

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