#LateraldaLeitura Resenha: Tarzan

A coluna literária finalmente chegou e dessa vez com um dos livros que mais me surpreendeu nos últimos tempos. Para dar continuidade às resenhas de clássicos, hoje falaremos sobre o homem-macaco, rei das selvas: Tarzan!

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ISBN:978-85-378-1183-2

Páginas: 334

Editora: Zahar

Autor: Edgar Rice Burroughs

“Nascido na floresta, órfão com apenas um ano de idade, o pequeno lorde Greystoke é adotado e criado por uma antropoide, que o transforma em Tarzan – o homem-macaco, ágil, forte, poderoso guerreiro, líder de seu bando e rei da selva. Mas tendo contato com a espécie humana, sobretudo com membros de uma expedição americana, dentre eles a bela Jane, o herói se transforma.

Será que o amor e suas origens como lorde Greystoke irão sobrepujar uma vida inteira como Tarzan? Pode um homem selvagem resistir ao chamado da floresta?” 

Sobre a história

Acredito que todos conheçam a história de Tarzan, o homem-macado, que cresceu com sua mãe adotiva Kala, e viveu muitas aventuras ao lado de seu amigo elefante Tantor e  de sua amiga de infância Terk. Viviam uma vida tranquila até a invasão de alguns homens brancos e da bela Jane. Essa história porém, é aquela que nos foi contada pelo maravilhoso mundo da Disney, a que eu vejo contar pra vocês hoje é bem diferente.

Tarzan, o homem-macaco que cresceu com sua mãe adotiva Kala, realmente viveu muitas aventuras, mas não ao lado de um elefante e de uma amiga de infância. Sua única amiga e aliada era sua mãe. O homem branco foi criado por símios, foram inclusive esses animais que deram esse nome ao nosso herói, que na língua deles significa “Pele Branca”. Seu verdadeiro nome é John Clayton III e ele é um Lorde Greystoke, seus pais nativos da Inglaterra, morreram no meio da selva africana deixando seu filho a mercê. Por sorte ele foi encontrado pela maravilhosa Kala e com seu amor e proteção acabou se tornando o maior guerreiro animal da floresta.

Sua agilidade e habilidade não eram as únicas coisas que Tarzan tinha a oferecer, guiado pela curiosidade e pela razão humana ele aprendeu a ler e escrever estudando e analisando os livros que foram deixados nas cabanas dos seus falecidos pais. Seu primeiro contato com os seres humanos não foi muito positivo, já que se tratavam de negros canibais, mas logo depois ele descobriu a chegada de homens brancos como ele e sua luta para ganhar a confiança desses e o amor de Jane começou.

Minhas impressões

Eu estaria mentindo se dissesse que quando começo a ler um clássico da Zahar não penso na história que já conheço que me foi apresentada pela Disney, como o Peter Pan, O Corcunda de Notre Dame ou até mesmo Alice, mas até agora durante todas as leituras que fiz me surpreendi. Algumas surpresas foram bem positivas e algumas outras negativas, como foi o caso do Corcunda.  Mas esse foi o clássico que mais me surpreendeu de todos.

Com uma narrativa maravilhosa, uma leitura que fluiu de uma maneira sensacional e com os capítulos terminando de maneiras incríveis e com um timing muito bom, fazendo com que eu continuasse a ler o próximo, aquele famoso “só mais um” que não acabava nunca. Além disso, me surpreendi com o fato de que apesar de Tarzan saber ler e escrever em inglês, ele não sabia falar, por isso as conversas foram aparecer mais para o final do livro com a chegada dos homens brancos ou na medida que ele vai aprendendo a falar. Gostei do fato de que Burroughs não escreveu muitos diálogos entre os símios e sempre ressaltou e lembrou que mesmo Tarzan aprendendo a escrita, ele não podia contar e dividir com seus “irmãos” pela língua deles ser muito limitada. Outro ponto positivo foi o romance entra Jane e homem-macaco, achei lindo como o amor que ele sentiu por ela pode ser tão forte e real em apenas alguns olhares, amei a maneira como esse amor foi descrito pelo autor fazendo com que até nós leitores sentíssemos aquilo que era sentido pelos dois. Um romance que pode se assimilar muito até mesmo o da Bela e da Fera.

Ainda não sei quais são meus sentimentos em relação ao herói do livro, em alguns momentos eu o amava e em outros o odiava, achava que ele era muito confiante de si mesmo, mas ao mesmo tempo concordava com essa confiança, já que ele se desenvolveu e criou muitas armas usando a razão e aprendeu tudo sobre ela sozinho e com suas limitações.

Um ponto negativo foi que para mim o livro é extremamente racista que descreve os negros como canibais e faz com que até mesmo o próprio Tarzan tenha um pouco de nojo dos seres humanos. Uma coisa que me chamou muita atenção e que eu também considero um pouco negativa, mas essa só porque eu sempre amei a amizade de Tarzan e Terk é que no livro, ela não existe,  na verdade é Terkoz, um símio macho que é o maior inimigo do rei da floresta.

Essa edição além de apresentar uma capa maravilhosa e 40 ilustrações de Hal Foster, vem com uma apresentação e notas do Thiago Lins, que como sempre comento são uns dos pontos mais positivos da editora tão querida por todos. A Zahar mais uma vez está de parabéns e minha nota é 10.

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E ai, você já leu esse clássico? Se sim me conta aqui nos comentários!

Beijos,

Renata Serapião

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