#CantoDoCinema: Resenha “Copa de Elite” (2014)

Olá, habitantes!
Apertem os cintos, porque vamos fazer uma mudança brusca de rota. Se semana passada eu falei sobre a enorme sensibilidade dos cinemas iraniano e europeu, hoje, a menos de um mês do início da Copa do Mundo,  irei comentar o longa de comédia brasileiro Copa de Elite, que, de uma forma até bem articulada, consegue parodiar alguns filmes brasileiros de sucesso como 2 Filhos de Francisco, Meu Nome Não É Johnny, o recente Minha Mãe É Uma Peça e, claro, Tropa de Elite.

copa

Com jeito de comédia pastelão e cheia de cortes rápidos somados a uma boa dose de nonsense, o filme Copa de Elite, dirigido por Vitor Brandt, não entusiasma muito, mas cumpre o que promete.
Com um elenco bastante conhecido, seja pela internet ou pela televisão, o longa arranca algumas risadas, mas com momentos um tanto apelativos.
O filme conta a história de Jorge Capitão (Marco Veras), um oficial muito respeitado no BOPE, mas que após resgatar um jogador argentino de um sequestro-relâmpago, começa a ser odiado por todo o povo brasileiro. Expulso da corporação, o ex-policial precisa evitar um atentado que ocorrerá durante a visita do Papa no Brasil e, para isso, conta com a ajuda da empresária de sex shop Bia Alpinistinha (Julia Rabello), de um médium (Bento Ribeiro) e  de sua mãe (Alexandre Frota).

Com muitas participações especiais, como as de Paulinho Serra, Rafinha Bastos, Bruno De Luca, Anitta (who?) e até do saudoso grupo Molejo, não se pode negar que o longa tem seus trunfos.

O principal deles é fazer com que, além de parodiar filmes nacionais, o longa tenha uma história que se sustente por si própria, com um roteiro melhor do que muitos longas já feitos no Brasil.
Outro ponto alto é o dinamismo do ator Marco Veras que, famoso pelas suas participações no canal Porta dos Fundos, mostrou versatilidade ao interpretar o duro Jorge Capitão e ao interpretar uma mulher após sofrer uma troca de corpos como acontece no filme Se Eu Fosse Você.

Algumas frases como “O único crime que vai ter na cidade do Rio de Janeiro é violência policial” também marcam o filme, um tanto crítico nesse aspecto.
Diversas piadas falham, mas algumas montagens de cena e boas sacadas ainda nos confortam, fazendo com que ainda tenhamos, pelo menos um pouco, de esperança  nos longas de comédia brasileiros.

Assistível, vai.
É isso, habitantes! Até semana que vem!
E a pergunta permanece: VAI TER COPA?
Só o Frota sabe.

 

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