#CantoDoCinema: Resenha “Enemy” (2013)

Olá, habitantes!

Depois de um hiato de mais de um mês, eis que o #CantoDoCinema retorna em grandessíssimo estilo.
E que tal um filme mind-blowing para botar os neurônios para esquentar nesse inverno que se aproxima? A resenha de hoje é sobre o filme Enemy, ou O Homem Duplicado, baseado no livro homônimo de José Saramago.

Depois de dirigir Incêndios e Os Suspeitos , o cineasta  Denis Villeneuve lança mais um thriller, dessa vez, altamente conceitual.

Enemy
conta a história de Adam Bell (Jake Gyllenhaal), um professor de história que sente-se solitário e entediado na maioria do tempo. Por indicação de um amigo, Adam resolve assistir a um filme e percebe que um dos atores se parece exatamente com ele.
Intrigado, Adam aluga mais filmes que tenham o tal “ator-sósia” e procura pelo seu nome na internet. E a partir do momento que Adam descobre que seu clone se chama Anthony Claire (e que ele é casado e que espera um filho), o professor se torna fissurado pelo ator.
Depois de muita perseguição, Adam consegue marcar um encontro com Anthony em um quarto de hotel e, passado o assombro inicial da descoberta de que ambos são exatamente iguais nos ínfimos detalhes, o ator pressiona Adam e consegue seu aval para levar a namorada do professor para uma “escapadinha romântica”, enquanto Adam vive a vida de casado do ator.

Confuso com essa mini sinopse? Então prepare o cérebro para muitas simbologias que aparecerão durante o longa.
Inteligente e artístico, Enemy consegue enganar direitinho o espectador. Com uma atmosfera pesada e uma fotografia pálida, todas as atenções se voltam às interpretações e, claro, às aranhas.

A trama gira em torno de apenas 4 personagens altamente importantes, sendo que 2 deles são interpretados pela mesma pessoa.
Jake Gyllenhaal dá um show de atuação ao encarnar dois papéis muito distintos, enquanto Mélanie Laurent mostra uma faceta totalmente nova ao interpretar Mary, a namorada de Adam. Sarah Gardon também surpreende no papel de Helen, a mulher grávida de Anthony que acaba se envolvendo mais do que deveria na trama.
O filme, apesar de um tanto lento, é uma boa colcha de retalhos (frames rápidos, ótima direção, trilha sonora instigante, boas atuações etc) remendada com uma questão altamente existencialista.

Mesmo o espectador acostumado com filmes sem muita profundidade poderá sacar qual é a do diretor se prestar atenção aos detalhes do longa. As aranhas são a chave para tal entendimento e aparecem em diversas partes do filme, dando cada vez mais pistas ao espectador que, no fim, dificilmente conseguirá juntá-las sem a ajuda de “terceiros”.
E quem seriam esses “terceiros”? Fóruns de discussão, vídeos explicativos e quaisquer opiniões que aumentarão o deslumbre do espectador a cada vez que vir Enemy.

Minha nota é e posso dizer que Villeneuve está me conquistando cada vez mais.

É isso, habitantes!
Até semana que vem.

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