#CantoDoCinema: Resenha “The Zero Theorem”

Olá,  habitantes!
Quem me conhece sabe: minha sede por tramas complexas com boas interpretações parece nunca cessar, portanto, eis que o post de hoje é sobre mais um desses filmes que fazem nossa cabeça esquentar um pouquinho. O longa dessa quinta-feira é The Zero Theorem (ou o Teorema Zero), estrelado por Christoph Waltz e dirigido por Terry Gilliam.

O longa se ambienta em um futuro caótico onde o consumismo e a individualidade atingiram seu auge. As cidades são mal-cuidadas, mas cheias de anúncios e televisões, fazendo com que o cinza desgastado dos prédios contraste com o colorido das propagandas em vídeo, produzindo uma fotografia interessante.
Nesse caos, vive Qohen (Christoph Waltz), um hacker habilidoso que, trabalhando para uma corporação chamada apenas de “Management”, procura encontrar, nada menos, que o sentido da vida.
Qohen é encaixado em um projeto chamado de “Teorema Zero” e, com a ajuda de Bob (Lucas Hedges), ele é responsável por produzir um software capaz de revelar a resposta para a pergunta mais feita pela humanidade, e, antes que você diga que tal resposta é 42, na verdade, está bem longe disso.

Com uma atmosfera bizarra e cheia de figurinos com um pique anos 80, The Zero Theorem diverte, mas não é  igualmente clássico em relação aos outros longas dirigidos por Terry Gilliam.
Apesar de tal realidade paradoxal que o longa mostra se assemelhar ao que vemos no filme Brazil, de 1985, a trama de The Zero Theorem intriga, mas de forma inferior àquela de 12 Monkeys, de 1995, por exemplo.

Apesar dos pesares, a proposta do filme é muito interessante. O longa propõe uma nova forma de estudar o que seria o existencialismo, sendo ele hora virtual (com ótimas cenas em C.G.), hora real, com ótimas atuações.
Empregos sem sentido, medo do envolvimento emocional e uma espera incessante a respostas que nunca virão são alguns dos temas debatidos no longa.

Falando em atuações, pode-se dizer que elas são o ponto alto do filme. Ganhador de dois Oscar, Christoph Waltz encarna um homem calculista e “pau-mandado”, que sempre se refere a ele mesmo como “nós”, sendo uma forma de se aproximar da humanidade para a qual trabalha. Matt Damon (muito parecido com Philip Seymour Hoffman no filme) interpreta o big boss da “Management” e sempre atiça Qohen com perguntas sem sentido. Tilda Swinton dá vida a mais uma desses “paus-mandados”, mas de forma excêntrica e muito divertida. Porém, a maior surpresa do filme é o jovem Lucas Hedges que, após trabalhar com Wes Anderson em Moonrise Kingdom, de 2012cativa o espectador ao interpretar um gênio adolescente e desbocado.

Uma cena engraçada, porém assustadoramente verossímil, é quando Qohen está em uma festa onde todos os convidados estão com seus fones de ouvido e olhando para seus tablets, ao mesmo que dançam e “conversam” com os amigos. Mostrando, talvez, que esse futuro não está tão longe quanto imaginamos.

Sendo The Zero Theorem um longa com uma premissa parecida com a de Pi, de 1999, mas com uma fotografia e questões que se assemelham às de The Tree Of Life, de 2011, pode-se dizer que não é um filme fácil. Ele traz, como de costume, mais perguntas do que respostas e diversas idas à fóruns de discussões de cinema.
Instigante, mas com uma fórmula já desgastada.

Minha nota é 8
É isso, habitantes!
Até semana que vem!

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