#LateraldaLeitura: Olhe Para Mim

Oi gente, tudo bom? Ontem a Rê veio me ajudar pois dia de fechamento minha vida fica uma loucura (aliás, tá linda a edição nova!). Mas como eu prometi semana passada no facebook, hoje tem resenha da minha última leitura: “Olhe Para Mim“, da Jennifer Egan.

olhe-para-mim-jennifer-egan-ligia-braslauskas-600   Autor: Jennifer Egan
 ISBN: 9788580574777
Páginas: 432
Editora: Intrínseca

Com uma trama rica e bem elaborada, Olhe para mim, publicado originalmente em 2001, tem um enredo grandioso e interliga personagens muito diferentes. As duas principais chamam-se Charlotte: a primeira, uma modelo com trinta e tantos anos, que depois de sofrer um terrível acidente de carro tenta reconstruir seu rosto e sua vida. A outra, filha da antiga melhor amiga de colégio da modelo, é uma adolescente imprevisível que vive numa pequena região de Illinois. Um excêntrico professor obcecado pelo passado industrial da cidade onde nasceu, um detetive particular divorciado e infeliz e um estranho enigmático que troca nomes e sotaques enquanto prepara um ataque apolítico contra a sociedade americana são também personagens de um elenco tão diverso quanto numeroso.

Ao concluir que é impossível voltar a exercer a profissão de modelo, Charlotte é atraída por uma empresa de internet e expõe sua vida em uma página pessoal por meio de vídeos e relatos pouco fiéis à realidade. A outra Charlotte se envolve com homens mais velhos na tentativa de obter respostas para suas questões adolescentes.

Anterior aos livros A visita cruel do tempo e O torreão, também publicados pela Intrínseca, Olhe para mim é uma narrativa sofisticada, que trata de percepção, imagem, mídia, identidade e atrofia das relações na era virtual.

Considerada por alguns críticos a obra mais ressonante da autora, Olhe para mim começou a ser escrita em meados da década de 1990 e foi publicada em 2001. O esforço fica visível na trama elaborada e nos personagens muito bem construídos.

Livro finalista do National Book Award de 2001.

“A habilidade de Egan de se mover entre a sinceridade e a sátira tornam Olhe para mim um livro especial. Sua atenção aos detalhes desperta no leitor um senso de imediatismo pouco usual.” Vogue (EUA)

“Uma investigação brilhante da complexa e profunda dinâmica da percepção. Jennifer Egan criou um soberbo elenco de personagens, intrigantes e imprevisíveis, e conta uma história elegantemente estruturada, emocionalmente arrebatadora e cheia de suspense.” Newsday

“Sombrio, extremamente ambicioso. Perverso e sarcasticamente engraçado.” Elle (EUA)

 

Minhas impressões

Já falei de outra obra dela aqui, “A Visita Cruel do Tempo“, até hoje uma das minhas leituras preferidas. Seu livro novo não me decepcionou, mas também não surpreendeu. E ah, o livro foi lançado originalmente em 2001, mas se mostra completamente atual.

A história começa quando a modelo Charlotte Swenson sofre um acidente de carro e precisa reconstruir seu rosto. Então ela revive sua infância em sua cidade natal no estado de Illinois, antes de voltar para sua vida plastificada em Nova York. Lá ela conhece um detetive particular que procura um tal de Z.
E calma, que é aí que a história se transforma. Agora é a história de outra Charlotte. Dessa vez é uma adolescente de 16 anos que se envolve com um professor de matemática chamado “Michael West”. Além disso, a jovem tem um irmão skatista recém tratado de um câncer e faz aulas particulares com seu tio Moose. Nada demais. Mas nessa trama toda Charlotte é filha de Ellen, melhor amiga de Charlotte Swenson na adolescência, tem um terrorista libanês nessa trama, loucura e maconha.
A história pode parecer confusa e emaranhada envolvendo tantos personagens principais: Charlotte Swenson, Moose, Z, Ricky, Charlotte, Ellen, Michael West, Irene, o detetive… E é confusa, ta aí o problema da leitura. Tinha hora que eu já nem sabia que Charlotte eu estava lendo, ou onde tinha parado.
Por mais que as histórias pareçam não se ligarem, todas fazem sentido unidas. Sozinhas elas são apenas contos sem pé nem cabeça, mas capítulo por capítulo elas se unem e criam uma interessante narrativa sobre a necessidade que temos de sermos reconhecidos nos dias de hoje, a sociedade americana, e mais (sim, mais).
Jennifer escreve bem, atrai o leitor e o prende. Mas dessa vez deixou escapar pela complexidade. Novamente ela trabalha com histórias separadas que se ligam (assim como em A Visita…). Mas vale a leitura para te fazer pensar, e ler algo bom, que fuja dos tradicionais. Jennifer já vê e sabe o que está a caminho do futuro (sim, no caso, os dias de hoje), mas não traz nada de surpreendente e novo para nós.

Quem já leu o livro? O que acharam?
Espero que tenham gostado, beijos, Cami

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