#CantoDoCinema: Resenha “Dawn of The Planet of The Apes”

Olá, habitantes!
Hoje eu resenho um filme que, devo admitir, superou muito as minhas expectativas. Confesso que nunca fui fã da temática “Planeta dos Macacos”, nem da saga dos anos 70 e nem da tentativa (falha) do Tim Burton, porém, essa nova franquia-reboot dos macaquinhos tem me chamado muito a atenção e eu vou lhes dizer o por quê.

Dirigido por Matt Reeves, O Planeta dos Macacos: O Confronto, em seu título brasileiro, conta como o vírus da chamada “gripe símia” se alastrou pelos 5 continentes, por 10 anos, deixando uma Terra pós-apocalíptica como cenário do longa.
Basicamente, no primeiro ato do filme não há falas (fora áudios em off de seres humanos relatando tal epidemia), mas somente macacos dialogando através de linguagem de sinais.
E, por mais monótono que isso possa parecer, a consistência dos diálogos somada à bela fotografia e à computação gráfica impecável, só torna o filme mais interessante e autêntico.

O longa conta a história do chimpanzé Caesar (Andy Serkis)  que, depois de 10 anos, formou uma família e conseguiu construir uma sociedade nos arredores da devastada São Francisco, onde um grande número de macacos aprende a se comunicar (através de algumas palavras e sinais), caçar e algumas regras básicas como “Ape don’t kill ape”. O problema é que a principal dúvida de Caesar se tornou uma verdade incontestável em pouco tempo: humanos geneticamente imunes ao vírus ainda resistiam, e muito perto da comunidade dos macacos.
Um grupo liderado por Malcom (Jason Clarke) e Dreyfus (Gary Oldman) necessita captar energia de uma represa desativada que se encontra bem no meio do território dos símios e cabe a Caesar, diante da pressão do hater de humanos Koba (Toby Kebbell), ceder, ou não, alguns dias para que os humanos consigam recuperar a represa.

Com uma trilha sonora produzida pelo Oscarizado Michael Giacchino, uma fotografia escura e ótimas cenas de ação, o mais novo “Planeta dos Macacos” é um filme com uma atmosfera tensa que traz algumas questões a serem discutidas a partir do roteiro.
Para começar, existe o claro conflito “humano-macaco” que dá sentido à temática, porém, os conflitos “macaco-macaco” e “humano-humano” tornam a trama mais interessante e verossímil. Inclusive, há diversas cenas em que esse paralelo é traçado, com cortes rápidos que oscilam entre discussões humanas e discussões símias.
E pra quem pensa que o personagem Caesar é uma invenção recente, se engana. O chimpanzé já foi apresentado no filme de 1972,  A Batalha do Planeta Dos Macacos como um animal que havia sofrido maus tratos,  e como parte da galera do “deixa disso” no filme de 1973, A Conquista do Planeta Dos Macacos.

Agora vamos às questões técnicas. É impossível não chegar à conclusão de que a computação gráfica no filme é realmente estonteante, mas ela não poderia nem sequer existir sem uma técnica chamada captura de movimento. Sim, é por isso que a maioria dos macacos do filme são interpretados por atores e atrizes reais, como explicam os gifs abaixo.

E a regra é clara: quanto mais CG, mais complexa se torna a direção de um filme. Portanto, palmas para Matt Reeves pela ótima direção em seu 4º longa. Depois de dirigir Cloverfield e a versão americana de Deixe Ela Entrar, ele mergulha de cabeça na franquia símia e surpreende o espectador.
O longa já tem uma continuação prevista para estrear em julho de 2016.

Minha nota é 10, com tudo que tem direito.
Até semana que vem, habitantes.

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