#MetrôdaModa – Passa o tempo, tic tac

Oi gente, tudo bom? Prometi que ia voltar logo, mas aconteeceu tanta coisa e só tive tempo de postar hoje. Espero que as coisas voltem ao normal essa semana aqui na Avenida. E hoje não venho falar das tendenças, dicas, livros, etc, e mais dar um pitaco, sei lá. E um vídeo show sobre mais ou menos o que eu quero falar:

Quando eu era mais nova (criança mesmo) comprei uma camiseta regata verde, com uma estampa bonitinha. Virou xodó. Já minha mãe linda musa maravilhosa, por mais que achasse a camiseta bonitinha e tivesse pagado por ela, não conseguia aceitar e gostar de uma camiseta torta na barra. Ok, ela não era reta. E eu achava o maior barato por isso, a camiseta era torta, era diferente, era legal. Pra minha mãe ela era torta e feia (ok mãe, te perdôo). E acredito que não só para minha mãe, para muitas pessoas. E se eu fosse mais velha também acharia feio uma camiseta torta e assimétrica. E aí ano passado teve um boom de peças assimétricas nas passarelas e nas lojas. Pois é.

História fofinha envolvendo a mamis só para falar o quanto as coisas mudam. Principalmente a moda. Depois de sair da mesa de Jornalismo de Moda da Semana de Jornalismo da Faculdade Cásper Líbero (que teve como convidadas a Jussara Romão e a Marina Espíndola, do Costanza Who?  e eu tive o maior prazer de organizar) fiquei me perguntando por que diabos tinha criado um blog de moda, sendo ela essa coisa tão mutável, inconstante e ainda, um mercado saturado de gente querendo dar pitaco.

Minha resposta foi simples, e talvez um novo guia para a Avenida: porque eu sou aquela minha camiseta assimétrica. Não que eu seja descolada, o maior barato e legal. Diferente. Sem promoções ou falsas modéstias, o que eu quero dizer é que eu penso diferente de vocês, uso roupas diferentes etc. Mas todo mundo é assim! Os blogs “tradicionais” (não é essa palavra, mas vá lá) de moda se padronizaram, são todos iguais. E eu queria algo diferente.

E aí pensando em como ia trazer a Avenida com todas essas diferenças acabei pensando nas diferenças da moda ao longo dos anos. Antes jaqueta de couro era coisa de gente roqueira. Hoje em dia tem até em rosa bebê para as meninas mais meigas. A moda mudou, o mundo mudou. E a moda acompanha e reflete a história do mundo (como disse a Jussara  na palestra). E ta aí “o maior barato” (desculpem, mas estou apaixonada por essa expressão) da moda: ser mutável e acompanhar a história.

A magia disso tudo ta aí no meio. Mudar, ser diferente, se adaptar, ser história, ser um grupo, ser uma personalidade, ser. Essa é a magia da moda. É por isso que eu gosto tanto dela, que reflete tanto em uma peça de roupa tantas coisas.

Moda não é banal. Moda é história, passado, presente e futuro.

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