#CantoDoCinema: Sci-fi “Ao Infinito e Além”

E aí, habitantes? Como vão?

Um filme que estreou algumas semanas atrás vem fazendo um burburinho cinematográfico e dividindo opiniões sobre sua real qualidade. Interstellar é um daqueles sci-fi muito mais do que sci-fi. Além de uma computação gráfica estonteante, o filme conta com ótimas atuações e um enredo, no mínimo, muito complexo. São muitos termos técnicos, teorias astrofísicas e uma dose de existencialismo. Porém, tudo isso se equilibra com um sentimentalismo nada barato que faz emocionar os mais desavisados (tipo eu).

Eis que estou aqui para fazer uma listinha defendendo esse gênero um tanto confuso que eu gosto de chamar de “Sci-fi ao infinito e além”, que usa a imensidão do espaço como ponte para conhecermos melhor nossa própria humanidade.
Vamos começar!

 

Solaris (1972) – Dirigido por Andrei Tarkovsky


O nome desse diretor russo é tão difícil quanto as questões propostas pelo longa. O título do filme é o nome de um planeta descoberto e explorado pelos russos. Segundo relatos de astronautas que lá estiveram, o oceano de Solaris é na verdade um enorme organismo que cobre grande parte de sua superfície, e funciona como um cérebro, capaz de comunicar-se com seres humanos gerando materializações baseadas em memórias retiradas de suas mentes. Já sacaram que os acontecimentos do filme possui um viés altamente existencialista, certo? Deixando em aberto diversas interpretações. A história do longa começa do ponto em que um dos cientistas da estação morre sob circunstâncias misteriosas, levando o programa espacial russo a escalar o psicólogo Kris Kelvin (Donatas Banionis) para substituí-lo, e aí começa a profundidade de Solaris. Há quem considere o filme como uma resposta soviética ao americano 2001 – Uma Odisséia no Espaço, o diretor, entretanto, afirmou não ter visto o filme antes de produzir seu próprio sci-fi.

Lunar (Moon – 2009) – Dirigido por Duncan Jones

Mais um filme que usa da tática “elenco reduzido”. Lunar é basicamente um monólogo do astronauta Sam Bell (Sam Rockwell), que cumpre um trabalho de três anos na Lua, extraindo do solo e enviando regularmente à Terra uma substância que ajuda a renovar a energia do planeta. Com a ajuda do amável robô GERTY (voz de Kevin Spacey), Sam tenta não entrar em paranóia após muito tempo longe da Terra, porém, poucas semanas antes de terminar seu trabalho, o astronauta sofre um acidente e começa a ter bizarras alucinações. O diretor Duncan Jones, além de ser filho do cantor David Bowie, é novato no meio cinematográfico, dirigiu apenas 3 longas.
Partiu assistir Lunar enquanto ouvimos o álbum Space Oddity do Bowie?

2001 – Uma Odisseia no Espaço (1968) – Dirigido por Stanley Kubrick


E por falar em odisseias, chega o filme da lista mais difícil de se explicar. Dirigido pelo renomado Stanley Kubrick, 2001 é um marco na história do cinema. Seja pela trilha sonora, pelas cenas com estações espaciais giratórias (de quase 5 minutos), ou pelo próprio enredo, esse longa inspirou e continua inspirando muitos outros filmes do gênero. O plot é relativamente simples: um objeto estranho é identificado na superfície lunar e uma equipe de astronautas é mandada para estudá-lo, porém, a missão falha e, alguns anos depois, outra equipe é enviada junto com o super, e malvado, computador HAL-9000. O final de 2001 é visto como um dos mais complexos e bonitos da história do cinema, se sua paciência não se esgotar em duas horas de filme, vale mais do que a pena assistí-lo.

Vanilla Sky (2001) – Dirigido por  Cameron Crowe

Esse filme é uma refilmagem do longa espanhol Abre los ojos, de 1997, escrito e dirigido por Alejandro Amenábar e Mateo Gil, e sua complicação já começa com o fato de que o longa não segue uma ordem cronológica. David Aames (Tom Cruise) é namorado de com Julie (Cameron Diaz), porém, uma noite, ele conhece Sofia (Penelope Cruz) e fica apaixonado. Julie desconfiada de David atira o carro que estava dirigindo de cima de uma ponte. Julie morre e David fica com graves sequelas, que o fazem delirar. Aqui não temos o elemento “espaço sideral”, mas as alucinações de David são tão fantasiosas e visualmente belas que metade do filme já vale a classificação “sci-fi”, entretanto, a maioria dos cinéfilos ainda prefere a versão espanhola dos céus de baunilha.

A.I. – Artificial Intelligence (2001) – Dirigido por Steven Spielberg

Spielberg fez o bom samaritano e terminou um projeto cinematográfico de Kubrick que tratava sobre a possibilidade da criação de máquinas com sentimentos, estrelando menininho do Sexto Sentido…
O roteiro, criado por Spielberg, foi baseado em um conto de Brian Aldiss chamado Supertoys Last All Summer Long. O longa conta a história de um futuro não tão distante onde é criado o robô-menino David (no caso, o ator Haley Joey) programado para amar incondicionalmente seus pais. No fim, ele é adotado por um casal cujo filho biológico está em estado vegetativo, porém, quando o robô David consegue se ajustar à família, o real filho do casal acorda e o pequeno robô é abandonado. A partir daí, David, com a ajuda de seu ursinho de pelúcia 2.0, vai tentar reencontrar sua mãe e descobrir o real motivo de sua criação. A jornada do herói é clara nesse filme que, apesar de não ter a presença real do espaço, apresenta uma sociedade futurista e fria, onde é preciso programar sentimentos para que eles ocorram.

É isso, galera!
Até mais com mais listinhas 🙂

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