#CantoDoCinema: Indicados Ao Oscar

E aí, habitantes?

O cantinho mais cinematográfico do blog volta em grande estilo e bem no dia da divulgação da lista com os indicados ao Oscar 2015, que será apresentado pelo saudosíssimo Neil Patrick Harris.
Além de anunciar as categorias principais, darei meus humildes pitacos sobre o que me desagradou e sobre o que me surpreendeu nas indicações.


MELHOR FILME

– Boyhood – Da Infância à Juventude

– Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)

– O Jogo da Imitação

– A Teoria de Tudo

– Selma

– Whiplash – Em Busca da Perfeição

– O Grande Hotel Budapeste

– Sniper Americano

O que me surpreendeu: Filmes considerados mais independentes como O Grande Hotel e Whiplash conseguiram conquistar seu merecido lugar na categoria. Sinal de que, mesmo que queira, a Academia não consegue ignorar as ótimas produções que vem conquistando muito mais do que Independent Spirit Awards. Também só há 8 indicados esse ano, ao invés dos habituais 9.

O que não me agradou: Garota Exemplar ignorado e a indicação do ótimo Selma funcionando como “um prêmio de consolação”. A única categoria que o longa foi indicado, além de Melhor Filme, foi Melhor Canção Original. O longa só não foi mais ignorado que O Mordomo da Casa Branca no ano passado. Sniper Americano, seguindo a linha de The Hurt Locker e Argo, foi o “filme-patriota-ufanista” da vez que parece tem sido colocado de última hora na corrida.


MELHOR DIRETOR

– Richard Linklater por “Boyhood – Da Infância à Juventude”

– Alejandro González Iñárritu por “Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)”

– Morten Tyldum por “O Jogo da Imitação”

– Bennett Miller por “Foxcatcher – Uma História que Chocou o Mundo”

– Wes Anderson por “O Grande Hotel Budapeste”

O que me surpreendeu: As primeiras indicações merecidíssimas da categoria de Wes Anderson, Richard Linklater e Morten Tyldum e o reconhecimento de Iñárritu cuja última e única indicação foi em 2007, com Babel.

O que não me agradou: Ava DuVernay, diretora de Selma, ignorada; tornando essa categoria um clube do Bolinha, no sentido mais problemático possível e David Fincher, diretor de Garota Exemplar e indicado a 2 Oscar, também ignorado.


MELHOR ATRIZ

– Julianne Moore – “Para Sempre Alice”

– Rosamund Pike – “Garota Exemplar”

– Reese Witherspoon – “Livre”

– Felicity Jones – “A Teoria de Tudo”

– Marion Cotillard – “Dois Dias, Uma Noite”

O que me surpreendeu: Com certeza, a indicação de Marion foi a surpresa mais agradável da categoria. A francesa não era incluída na categoria desde a vitória do seu primeiro e único Oscar, em 2008, por Piaf – Um Hino Ao Amor (ou La môme ou La Vie En Rose, como preferirem).

O que não me agradou: Tudo bem que foi Marion que a desbancou, mas ver Jennifer Aniston fora da categoria, pelo filme Cake, me doeu um pouco. Cotada até o último segundo para a indicação, a atriz mostrou um grande trabalho no seu último longa, mas foi ignorada pela Academia.


MELHOR ATOR

– Eddie Redmayne – “A Teoria de Tudo” 

– Michael Keaton – “Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)”

– Benedict Cumberbatch – “O Jogo da Imitação”

– Steve Carell – “Foxcatcher – Uma História que Chocou o Mundo”

– Bradley Cooper – “Sniper Americano”

O que me surpreendeu: A primeira indicação ao Oscar de Michael Keaton e Steve Carell que haters gonna hate foi merecida. Carell se arriscou em Foxcatcher e conseguiu a indicação, apesar de que surgem algumas discussões sobre o longa não ter um ator principal, em si.

O que não me agradou: Bradley Cooper sendo indicado pelo 3º ano seguido na categoria e desbancando atores superiores como David Oyelowo, que concorreria por Selma e Jake Gyllenhaal, que seria indicado por O Abutre. Considerado o queridinho da Academia, mas um ator mediano, Cooper já soma 4 indicações ao Oscar.

                                                            Fazer o quê, né, galera?


MELHOR ATRIZ COADJUVANTE

– Patricia Arquette por “Boyhood”

– Laura Dern por “Livre”

– Keira Knightley por “O Jogo da imitação”

– Emma Stone por “Birdman”

– Meryl Streep por “Caminhos da floresta”

O que me supreendeu: A primeira indicação de Emma Stone, uma das queridinhas da América e, quem sabe, a próxima J-Law.

O que não me agradou: Laura Dern, que aparece somente em alguns flashbacks no longa Livre, desbancando Jessica Chastain que seria indicada por O Ano Mais Violento.


MELHOR ATOR COADJUVANTE

– Robert Duvall por “O Juiz”

– Ethan Hawke por “Boyhood”

– Edward Norton por “Birdman”

– Mark Ruffalo por “Foxcatcher”

– JK Simons por “Whiplash”

O que me surpreendeu: A primeira indicação de Ethan Hawke na categoria depois de mais de 10 anos, Ruffalo, pouco cotado, ter sido indicado e o legendário Robert Duvall (que já participou de clássicos como O Poderoso Chefão e Apocalypse Now) ter conseguido sua 4ª indicação na categoria.

Com essas indicações, não há um ator ou atriz negro(a) em qualquer uma das categorias acima.


MELHOR ROTEIRO ORGINAL

– Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)

– Boyhood – Da Infância à Juventude

– O Grande Hotel Budapeste

– O Abutre

– Foxcatcher – Uma História que Chocou o Mundo

O que me surpeendeu: Lindamente esnobado em outras categorias, O Abutre conseguiu seu mínimo espaço ao ser indicado para Melhor Roteiro Original.

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO

– O Jogo da Imitação

– A Teoria de Tudo

– Whiplash – Em Busca da Perfeição

– Sniper Americano

– Vício Inerente

O que me surpreendeu: A indicação do independente Whiplash e de Vício Inerente (outro ignorado na edição desse ano, concorrendo apenas em duas categorias).

O que não me agradou: Apesar de nunca ter sido a favorita, a Academia perdeu a oportunidade de indicar Gillian Flynn, por Garota Exemplar, que seria a primeira mulher, em 80 anos, a adaptar uma obra de própria autoria para o cinema.

                                                      Não vamos fingir que isso é ok, Ben
MELHOR DOCUMENTÁRIO

– Citizenfour 

– Vietnã: Batendo em Retirada

– O Sal da Terra

– Virunga

– A Fotografia Oculta de Vivian Maier

O que me surpreendeu: Temos Brasil no Oscar! O documentário O Sal da Terra, que retrata o trabalho do fotógrafo Sebastião Salgado, é dirigido por Wim Wenders e pelo brasileiro Julio Ribeiro Salgado, filho do personagem principal do doc. Já sabemos para quem torcer.

O que não me agradou: A esnobada da Academia em Life Itself, um sensível documentário que retrata a vida de Roger Ebert, crítico de cinema e roteirista.


MELHOR FILME ESTRANGEIRO

Ida – Polônia 

Relatos Selvagens – Argentina

Leviatã – Rússia

Tangerines –  Estônia

Timbuktu – Mauritânia

O que me surpreendeu: Os hermanos estão de volta ao Oscar depois de um bom tempo sem aparecerem na cerimônia. Depois de faturarem o Oscar pelo filme O Segredo de Seus Olhos, em 2010, Relatos Selvagens representará a Argentina nessa edição.

                                                                 Ricardo Darín curtiu isso.

Com indicações em grandes categorias, temos muitos latino-americanos participando dessa edição do Oscar.

Além de tudo, temos Os Guardiões da Galáxia e X-Men indicados em algumas categorias.

É isso, habitantes, o que acharam? Será que a cerimônia promete?
É só ficar ligado no dia 22 de fevereiro, dia da cerimônia, ou no site oficial -> http://oscar.go.com/

Até semana que vem!

 

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