#LateraldaLeitura Desventuras em Séries: A Sala dos Répteis

Olá moradores da Avenida mais bonita do Brasil, a Renata está de volta e com muitos projetos para esse ano (dica: vídeos e parcerias estão no meio), para começar com o pé direito a primeira resenha do ano vai ser sobre um livro que eu li já faz um tempo, mas que continua sendo um dos meus preferidos!

Desventuras em Série – A Sala dos Répteis é o segundo livro da série que foi escrita pelo pseudônimo de Daniel Handler o famoso e fantástico Lemony Snicket.

A série, narrada pelo próprio Lemony conta a história das crianças Baudelaire:

  • Violet, a mais velha de todos, com 14 anos ela já inventou mais coisas que a maioria das pessoas. Todo mundo que a conhece bem sabe que quando seus cabelos estão presos é porque ela está inventando algo novo.
  • Klauss, o do meio, é um gênio e leitor 24 horas por dia, sua lista de livros lidos é maior que qualquer outra.
  • Sunny, a bebê, já está com 1 ano e não consegue deixar de morder tudo o que vê.

As crianças não são normais mas eram muito felizes, até que um incêndio matou seus pais e destruiu a casa deles, Lemony deixa que eles não são crianças com muita sorte e por isso tudo de errado que pode acontecer, acontece. A morte dos pais foi só o Mau Começo (nome do primeiro livro da série, em inglês The Bad Beginning), depois eles foram morar com um parente distante o Conde Olaf o pior tipo de pessoa existente: mentiroso, malvado, interesseiro e aproveitador. O Conde nunca quis o bem das crianças, ele sempre quis a fortuna que seus pais deixaram, como Violet ainda não era maior de idade ela não podia ficar com o dinheiro. Bom, no primeiro livro da série eles conseguem se livrar do plano e desmascara-lo, mas não por muito tempo…

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Em “The Reptile Room” as crianças estão a caminho de uma nova casa para ficar com um outro parente: Dr. Montgomery Montgomery ou Uncle Monty (Tio Monty) como ele prefere ser chamado é muito mais simpático e generoso que o último guardião dos órfãos, como ele é um herpetologista ele tem uma coleção imensa de cobras e outras répteis também. Assim que foram recebidas ficaram sabendo que o Tio Monty e elas vão fazes uma viagem para o Peru como o propósito de explorar as matas e achar cobrar, eles só precisam esperar a chegada do novo assistente Stephano.

Com a sua chegada, as crianças percebem que Stephano é na verdade o Conde Olaf, infelizmente elas falham ao tentar avisar o tio a verdadeira identidade do assistente. Mas, felizmente são crianças inteligentes e depois de várias tentativas e de uma tragédia elas conseguem desmascará-lo e se livrarem dele…por enquanto.

Os livros têm uma narrativa rápida e que flui muito bem,  são claramente escritos para crianças o que os fazem ainda mais gostosos de ler. Lemony, o narrador não só narra a história das crianças como também se justifica por terminar capítulos de forma inesperada, explica os termos que está usando e se relaciona com o leitor de uma forma geral, de uma maneira tão brilhante que depois de lido você sente falta dele.

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Algumas referências culturais e alusões literárias do livro:

  • Uma das serpentes em A Sala dos Répteis é a Cobra-Lobo da Virgínia (Virginian Wolfsnake), uma referência à escritora Virgina Woolf, o tio Monty avisa as crianças a nunca deixá-la próxima a uma máquina de escrever.
  • Quando o Sr. Poe entra em pânico enquanto Sunny fingia ser vítima da Víbora Incrivelmente Mortífera, ele grita uma série de nomes em desespero. A sentença exata é a seguinte: “Bom Deuz! Bendito Alá! Zeus e Hera! Maria e José! Nathaniel Hawthorne!” Enquanto os primeiros seis nomes se referem a diversas figuras religiosas, o último, Nathaniel Hawthorne, é uma romancista do século XIX.
  • Tanto o nome do navio para o Peru, Próspero, e o nome do disfarce do Conde Olaf, Stephano, são alusões da peça The Tempest de William Shakespeare.
  • Quando planejam como provar que Stephano assassinou tio Monty, Sunny é ordenada a vigiar a porta e morder qualquer um que adentrasse a Sala dos Répteis. A sentença é “Ackroid!” Sunny disse, o que provavelmente significava algo como “Roger!”. É uma referência ao livro O Assassinato de Roger Ackroyd, da Agatha Christie.

E ai? Se interessaram? Quero pedir a opinião de vocês, eu já li todos os livros da série vocês querem que eu faça a resenha de todos os livros? Em vídeo? Escrita? Todos em um post só? Todos em um vídeo só? Deixa aqui nos comentários o que vocês acham melhor e aproveitem para me contar se já lerem ou assistiram ao filme e o que acharam!

Beijos!

Renata

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