#CantoDoCinema: Longas curtos

Olá, habitantes! Como vão?

Tenho certeza que alguns de vocês estão desfrutando do Netflix madrugada adentro, curtindo uma praia ou, simplesmente, vivendo do ócio, certo?
Bom, alguns de nós têm a sorte e/ou o azar de trabalhar e de gostar muito de cinema, também. E quando isso acontece, o jeito é apelar para alguma série com episódios curtos ou para o cansaço no trabalho graças ao filme um tanto longo que resolvemos assistir no dia anterior.
Porém, a listinha a seguir pode não ser creme da Avon, mas com certeza vai amenizar suas olheiras. Essa é para quem gosta de assistir os chamados “longas curtos”, que não passam de uma hora e meia, mas que trazem histórias diferentes e um grande dinamismo. Quem disse que cinema e horários não combinam?

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#CantoDoCinema: Sci-fi “Ao Infinito e Além”

E aí, habitantes? Como vão?

Um filme que estreou algumas semanas atrás vem fazendo um burburinho cinematográfico e dividindo opiniões sobre sua real qualidade. Interstellar é um daqueles sci-fi muito mais do que sci-fi. Além de uma computação gráfica estonteante, o filme conta com ótimas atuações e um enredo, no mínimo, muito complexo. São muitos termos técnicos, teorias astrofísicas e uma dose de existencialismo. Porém, tudo isso se equilibra com um sentimentalismo nada barato que faz emocionar os mais desavisados (tipo eu).

Eis que estou aqui para fazer uma listinha defendendo esse gênero um tanto confuso que eu gosto de chamar de “Sci-fi ao infinito e além”, que usa a imensidão do espaço como ponte para conhecermos melhor nossa própria humanidade.
Vamos começar!

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#CantoDoCinema: Filmando Política

Olá, habitantes!
As eleições passaram, as amizades voltaram, mas nunca é tarde para (mais) um post de blog sobre política, né? Certeza que você já leu tantos outros durante as semanas que se passaram, então, mais unzinho não fará diferença. Ainda mais se ele for uma listinha com 5 filmes ótimos que abordam o tema “política” de diversas formas.

 

Todos os Homens do Presidente (All The President’s Men – 1976) – Dirigido por  Alan J. Pakula


Que tal começarmos com a relação política-jornalismo? Que, aliás, foi algo bem discutido nas últimas semanas. O longa trata do escândalo de Watergate, ocorrido em Washington, em 1972, que veio a ganhar as primeiras páginas dos principais jornais do mundo. No começo, o caso começou discreto, apenas como um ato criminoso: uma invasão do edifício Watergate por cinco aparentes ladrões, entretanto, foi descoberto logo depois que o então presidente Richard Nixon estava involvido no caso, o que gerou muito barulho na imprensa. No longa, temos Bob (Robert Redford) um jornalista inexperiente recém-contatado do The Washington Post que acaba descobrindo o caso, e Carl (Dustin Hoffman) que o auxilia. O longa ganhou quatro Oscar e conta como uma cobertura jornalística bem apurada pode ter uma incrível participação política, causando até uma queda presidencial.

Boa Noite e Boa Sorte (Good Night, and Good Luck – 2005) – Dirigido por George Clooney


Não mudemos o tema, mas sim o contexto histórico. O segundo filme da lista também trata da relação jornalismo-política, mas, dessa vez, com um pouco mais de exposição. Durante a Guerra Fria, em 1950, a caça aos comunistas está a todo vapor e, algumas medidas feitas pelo então o senador Joseph McCarthy acabam por violar direitos civis de muitos cidadãos, o que chama atenção de muitos jornalistas da CBS. Dentre eles, Edward R. Morrow (David Strathairn) e o produtor Fred Friendly (o próprio Clooney). Através de seu programa “See It Now”, nos primórdios da televisão, o âncora Edward começa incitar a audiência a levantar-se contra tais medidas. O longa também usa imagens reais dos discursos entre o jornalista e o político e mostra o clima de tensão instaurado na produção de programas ao vivo e às quais consequências isso pode levar. O filme também aborda bem a questão da liberdade de expressão na mídia.

A Onda (Die Welle – 2008) – Dirigido por  Dennis Gansel

Esse é para refletir. Com o nosso congresso sendo o mais conservador desde a ditadura militar, o que acontece no longa não parece ser algo tão improvável. “A Onda” trata, primeiramente, de um experimento. Um professor de história alemão, ex-punk, e muito dedicado ao seu trabalho resolve, ao explicar para seus alunos sobre o fascismo, criar um partido do gênero na própria sala de aula. Em princípio, a experiência agrega conhecimentos e discussões saudáveis, porém, pouco tempo depois, o experimento foge do controle. A ideologia dos alunos começa a se espalhar pela cidade, assustando os cidadãos e os alunos que não estão envolvidos com o projeto. Cabe ao professor deixar o orgulho de lado e por um ponto final n’A Onda. Sendo o único filme “estrangeiro” da lista, o longa alemão traz ótimas atuações e, querendo ou não, um certo medo.

Milk (2008) – Dirigido por  Gus Van Sant


Deixemos de lado o (terrível) remake de Psicose para falarmos de uma obra-prima de Gus Van Sant, Milk. O longa conta a bela história de Harvey Milk (Sean Penn), o primeiro político e ativista gay a ser eleito a um cargo público na Califórnia, como supervisor da cidade de São Francisco. O longa retrata bem fielmente a história de Harvey e rendeu a Sean Penn seu segundo Oscar e mais uma estatueta por Melhor Roteiro Original. Após vivenciar a época da contra-cultura, o político se elegeu em 1977 e  foi responsável pela aprovação de uma rigorosa lei sobre direitos gays para a cidade. Até os anos 70,  sexo oral era ainda um delito grave, pessoas poderiam ser despejadas se surpreendidas tendo relações homossexuais e bares gays eram estritamente mal vistos pelas autoridades. Harvey, em sua curta carreira política, conseguiu reverter “tradições” e trouxe melhorias econômicas para a cidade,  facilitando a sustentação de pequenos negócios e o crescimento dos bairros.
No longa, temos James Franco e Sean Penn como um casal em perfeita sintonia, e o lado emocional de Harvey é muito bem explorado, não deixando o longa cair em um “marasmo político”.

A Dama de Ferro (The Iron Lady – 2011) – Dirigido por  Phyllida Lloyd


Nesse filme temos um combo de respeito: mulher na direção do longa, uma boa biografia de uma das maiores políticas que nossa história já teve e uma Meryl Streep oscarizada pela terceira vez. Baseado na vida da britânica Margaret Thatcher, o filme recebeu críticas variadas, mas foi uma unanimidade em relação à atuação de Streep, considerada uma das melhores de sua carreira.
Bom, no lado política da coisa, Margaret Thatcher foi a  a mais antiga primeira-ministra do Reino Unido do século 20 e assumiu tal cargo em meio a um conturbado período britânico. Além de ser uma mulher que quebrou as barreiras de gênero e classe para ser ouvida em um mundo dominado pelos homens, Thatcher tomou medidas drásticas para conter a recessão (como anunciar um plano para a redução dos impostos e passar a controlar e a realizar reformas institucionais nos sindicatos trabalhistas), que lhe renderam o apelido de “dama de ferro”.
Mesmo sofrendo preconceitos e julgamentos até o fim de seus dias, Thatcher nunca deixou de ter pulso firme e acabou sendo reconhecida como uma das mulheres mais complexas da política mundial. #whoruntheworld?

É isso, habitantes!
Discutam política, sim, mas com muito respeito à decisão de voto dx amiguinhx.
Até semana que vem!

#CantoDoCinema: PEDRO, ME DÁ MINHA MOSTRA!

Olá, habitantes!

Um ano depois ela está de volta: a querida Mostra Internacional de Cinema entra na sua 38ª edição com um padrinho mais do que especial.
Sendo o cineasta espanhol mais famoso depois de Luis Buñuel, Pedro Almodóvar foi o responsável por trazer cor, extravagância e muita polêmica ao mundo do cinema por tratar de questões como a homossexualidade, corrupção e sexo.
O diretor venceu dois Oscar, dois Globo de Ouro, quatro BAFTA, quatro prêmios do Festival de Cannes e seis Goya, a honraria máxima do cinema espanhol.
Foi Pedro quem produziu a arte dessa edição da Mostra, que, convenhamos, não poderia ser mais Almodovaresca.

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#CantoDoCinema: Obrigada, Robin Williams

Olá, habitantes! Como vão?

Nessa segunda-feira, o mundo foi assolado por uma triste notícia: um dos ídolos de diversas infâncias e juventudes veio a falecer. O sorriso inconfundível de Robin Williams sumira de repente, sem aviso prévio, nos deixando com imensas saudades.
Como homenagem, resolvi fazer um post com alguns dos filmes que, tendo Robin no elenco, marcaram minha infância.
Vamos lá! Continuar lendo