#LateralDaLeitura – Férias!

Oi gente, tudo bom? Aproveitei as férias para ler muita coisa que eu queria, já que finalmente consegui um tempo sem leituras obrigatórias da faculdade. O que me ajudou foi que ganhei um Kobo (e-reader) do meu padrinho de Natal, então li bastante nas viagens, e pretendo ler ainda antes das minhas aulas voltarem! Li de tudo, desde distopias (várias na verdade) até discursos do TED e O Menino Maluquinho haha

10872430_10205980925350642_1113961815_n Continuar lendo

#CantoDoCinema: Sci-fi “Ao Infinito e Além”

E aí, habitantes? Como vão?

Um filme que estreou algumas semanas atrás vem fazendo um burburinho cinematográfico e dividindo opiniões sobre sua real qualidade. Interstellar é um daqueles sci-fi muito mais do que sci-fi. Além de uma computação gráfica estonteante, o filme conta com ótimas atuações e um enredo, no mínimo, muito complexo. São muitos termos técnicos, teorias astrofísicas e uma dose de existencialismo. Porém, tudo isso se equilibra com um sentimentalismo nada barato que faz emocionar os mais desavisados (tipo eu).

Eis que estou aqui para fazer uma listinha defendendo esse gênero um tanto confuso que eu gosto de chamar de “Sci-fi ao infinito e além”, que usa a imensidão do espaço como ponte para conhecermos melhor nossa própria humanidade.
Vamos começar!

Continuar lendo

#LateraldaLeitura Na Caixinha do Correio | Outubro

Olá habitantes, mostrei pra vocês os livros novos do mês de Outubro, não são muitos mas são bem legais, como eu mesma disse no vídeo, já tem resenha gravada de dois livros diferentes que você só vai saber quais são se assistir…A, lembrando que já tenho coisas novas pra mostrar no final do mês de Novembro (OBA!).

Qual o tamanho do parabéns que eu mereço por finalmente ter conseguido colocar o vídeo em HD e no tamanho certo? Mudei de editor e agora nossos problemas estão resolvidos!

Beijos,

Renata Serapião

 

#CantoDoCinema: Filmando Política

Olá, habitantes!
As eleições passaram, as amizades voltaram, mas nunca é tarde para (mais) um post de blog sobre política, né? Certeza que você já leu tantos outros durante as semanas que se passaram, então, mais unzinho não fará diferença. Ainda mais se ele for uma listinha com 5 filmes ótimos que abordam o tema “política” de diversas formas.

 

Todos os Homens do Presidente (All The President’s Men – 1976) – Dirigido por  Alan J. Pakula


Que tal começarmos com a relação política-jornalismo? Que, aliás, foi algo bem discutido nas últimas semanas. O longa trata do escândalo de Watergate, ocorrido em Washington, em 1972, que veio a ganhar as primeiras páginas dos principais jornais do mundo. No começo, o caso começou discreto, apenas como um ato criminoso: uma invasão do edifício Watergate por cinco aparentes ladrões, entretanto, foi descoberto logo depois que o então presidente Richard Nixon estava involvido no caso, o que gerou muito barulho na imprensa. No longa, temos Bob (Robert Redford) um jornalista inexperiente recém-contatado do The Washington Post que acaba descobrindo o caso, e Carl (Dustin Hoffman) que o auxilia. O longa ganhou quatro Oscar e conta como uma cobertura jornalística bem apurada pode ter uma incrível participação política, causando até uma queda presidencial.

Boa Noite e Boa Sorte (Good Night, and Good Luck – 2005) – Dirigido por George Clooney


Não mudemos o tema, mas sim o contexto histórico. O segundo filme da lista também trata da relação jornalismo-política, mas, dessa vez, com um pouco mais de exposição. Durante a Guerra Fria, em 1950, a caça aos comunistas está a todo vapor e, algumas medidas feitas pelo então o senador Joseph McCarthy acabam por violar direitos civis de muitos cidadãos, o que chama atenção de muitos jornalistas da CBS. Dentre eles, Edward R. Morrow (David Strathairn) e o produtor Fred Friendly (o próprio Clooney). Através de seu programa “See It Now”, nos primórdios da televisão, o âncora Edward começa incitar a audiência a levantar-se contra tais medidas. O longa também usa imagens reais dos discursos entre o jornalista e o político e mostra o clima de tensão instaurado na produção de programas ao vivo e às quais consequências isso pode levar. O filme também aborda bem a questão da liberdade de expressão na mídia.

A Onda (Die Welle – 2008) – Dirigido por  Dennis Gansel

Esse é para refletir. Com o nosso congresso sendo o mais conservador desde a ditadura militar, o que acontece no longa não parece ser algo tão improvável. “A Onda” trata, primeiramente, de um experimento. Um professor de história alemão, ex-punk, e muito dedicado ao seu trabalho resolve, ao explicar para seus alunos sobre o fascismo, criar um partido do gênero na própria sala de aula. Em princípio, a experiência agrega conhecimentos e discussões saudáveis, porém, pouco tempo depois, o experimento foge do controle. A ideologia dos alunos começa a se espalhar pela cidade, assustando os cidadãos e os alunos que não estão envolvidos com o projeto. Cabe ao professor deixar o orgulho de lado e por um ponto final n’A Onda. Sendo o único filme “estrangeiro” da lista, o longa alemão traz ótimas atuações e, querendo ou não, um certo medo.

Milk (2008) – Dirigido por  Gus Van Sant


Deixemos de lado o (terrível) remake de Psicose para falarmos de uma obra-prima de Gus Van Sant, Milk. O longa conta a bela história de Harvey Milk (Sean Penn), o primeiro político e ativista gay a ser eleito a um cargo público na Califórnia, como supervisor da cidade de São Francisco. O longa retrata bem fielmente a história de Harvey e rendeu a Sean Penn seu segundo Oscar e mais uma estatueta por Melhor Roteiro Original. Após vivenciar a época da contra-cultura, o político se elegeu em 1977 e  foi responsável pela aprovação de uma rigorosa lei sobre direitos gays para a cidade. Até os anos 70,  sexo oral era ainda um delito grave, pessoas poderiam ser despejadas se surpreendidas tendo relações homossexuais e bares gays eram estritamente mal vistos pelas autoridades. Harvey, em sua curta carreira política, conseguiu reverter “tradições” e trouxe melhorias econômicas para a cidade,  facilitando a sustentação de pequenos negócios e o crescimento dos bairros.
No longa, temos James Franco e Sean Penn como um casal em perfeita sintonia, e o lado emocional de Harvey é muito bem explorado, não deixando o longa cair em um “marasmo político”.

A Dama de Ferro (The Iron Lady – 2011) – Dirigido por  Phyllida Lloyd


Nesse filme temos um combo de respeito: mulher na direção do longa, uma boa biografia de uma das maiores políticas que nossa história já teve e uma Meryl Streep oscarizada pela terceira vez. Baseado na vida da britânica Margaret Thatcher, o filme recebeu críticas variadas, mas foi uma unanimidade em relação à atuação de Streep, considerada uma das melhores de sua carreira.
Bom, no lado política da coisa, Margaret Thatcher foi a  a mais antiga primeira-ministra do Reino Unido do século 20 e assumiu tal cargo em meio a um conturbado período britânico. Além de ser uma mulher que quebrou as barreiras de gênero e classe para ser ouvida em um mundo dominado pelos homens, Thatcher tomou medidas drásticas para conter a recessão (como anunciar um plano para a redução dos impostos e passar a controlar e a realizar reformas institucionais nos sindicatos trabalhistas), que lhe renderam o apelido de “dama de ferro”.
Mesmo sofrendo preconceitos e julgamentos até o fim de seus dias, Thatcher nunca deixou de ter pulso firme e acabou sendo reconhecida como uma das mulheres mais complexas da política mundial. #whoruntheworld?

É isso, habitantes!
Discutam política, sim, mas com muito respeito à decisão de voto dx amiguinhx.
Até semana que vem!